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BEM DIANTE DOS MEUS OLHOS


Em 1995, eu vi acontecer. Não me contaram — eu vivi.

Com a eleição de Capi para o governo, nasceu no Amapá uma proposta de desenvolvimento pensada para o presente, mas, sobretudo, para o futuro. Um projeto que combinava crescimento econômico com conservação lambiental e inclusão social — algo que ainda hoje muita gente trata como novidade.

A ideia era simples e profunda: usar nossos recursos naturais com inteligência, agregar valor ao que temos e fazer com que a riqueza ficasse aqui, nas mãos do nosso povo.

Era a economia dos quintais, das comunidades, da floresta em pé — feita por quem vive nela.

Muito diferente do modelo concentrador que ainda tentam nos vender como solução. Basta olhar: atividades como a soja geram riqueza, sim — mas concentrada em poucos. Enquanto isso, muitos ficam sem terra, sem renda e sem oportunidade.

No governo Capi, foi diferente.

Vi de perto, como Secretário de Educação, uma experiência rara de confiança no povo: os recursos públicos iam direto para as escolas. Eram as comunidades escolares que decidiam como investir — da compra de insumos às obras. Isso gerava eficiência, participação e desenvolvimento local.

Também vi o incentivo à organização dos trabalhadores: cooperativas de merendeiras, serventes e transporte escolar. Gente simples passando a ganhar mais, com autonomia, sem atravessadores.

Isso é sustentabilidade de verdade.

Sustentabilidade não é só proteger a floresta. É garantir vida digna para as pessoas. É renda, é trabalho, é escola funcionando, é segurança com respeito — como no modelo de polícia interativa que aproximava o Estado das comunidades e reduzia a violência.

Tudo isso aconteceu.

E mais importante: continua acontecendo.

Hoje, na prática, essa mesma visão está viva na Flor da Samaúma. Ali, a floresta não é obstáculo — é solução. Transformamos biodiversidade em produto, conhecimento em renda e paisagem em experiência. Produzimos, empregamos e inovamos a partir daquilo que sempre esteve aqui. Nós fazendo acontecer. 

O que foi política pública virou prova concreta na vida real.

Capi e Janete seguiram o mesmo caminho e mostraram, na prática, que a bioeconomia amazônica é viável, gera renda e cria futuro.

Se esse caminho tivesse sido continuado como política pública, hoje teríamos centenas, talvez milhares de iniciativas como a Flor da Samaúma espalhadas pelo Amapá, gerando renda, emprego e dignidade.

Por isso, faço uma provocação aos amigos e amigas: afinal, o que é atraso?

Atraso é insistir em modelos que concentram riqueza e excluem pessoas.
Atraso é abandonar experiências que deram certo.

O que fizemos lá atrás continua sendo, até hoje, moderno.

E mais do que isso: continua sendo o caminho.

Porque colocar o povo no centro do desenvolvimento — e transformar a floresta em oportunidade — nunca envelhece.


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Articulista/Colunista

Ruben Bemerguy

Advogado e Membro da Academia Amapaense de Letras


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