• Macapá-AP, Terça, 17 de fevereiro de 2026.

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O desfile da Mangueira foi pujante, um espetáculo vibrante e emocionante


A homenagem a cultura amapaense foi o ponto alto da apresentação

A homenagem ao Sacaca, figura histórica e emblemática da cultura popular, representou a força e a resiliência das tradições locais, destacando firmemente a importância da herança cultural amapaense no enredo. A escola soube explorar profundamente a rica temática, combinando e mesclando ritmos (Samba e o batuque do Marabaixo), tradição, paixão e inovou na concepção do enredo, o que encantou o público na Sapucaí.

 

Desfile da Mangueira - Foto: Allan Durffes CarnavalescoDesfile da Mangueira - Foto: Allan Durffes Carnavalesco

O enredo

Com o enredo “MESTRE SACACA DO ENCANTO TUCUJU-O GUARDIÃO DA AMAZÔNIA NEGRA", a Estação Primeira da Mangueira homenageou com muita propriedade as tradições culturais do Amapá.

O Refrão “Chegou, a Mangueira chegou, Yá, Benedita de Oliveira, mãe do Morro da Mangueira, abençoe do jeito Tucuju”, já mostra de cara o estreito compromisso da escola carioca com o Amapá.

A abordagem da história e os feitos do Sacaca foram profundas, revelando as questões culturais e sociais e, ainda, os métodos das relações do povo amazônida com a floresta, principalmente o batuque do Marabaixo, que conectou e emocionou a comunidade do samba e os espectadores.

Alegorias e Fantasias

As alegorias estavam exuberantes, criativas, com as cores vibrantes da Mangueira e os detalhes impressionantes, e chamaram a atenção conseguindo capturar e expandir a essência da personagem folclórica de Sacaca e dos objetos culturais, como por exemplo, a caixa do Marabaixo, os medicamentos caseiros, os apetrechos que realmente se usam abaixo das copas das árvores da maior floresta do planeta. Fantasticamente detalhista

Desfile da Mangueira - Foto: Allan Durffes CarnavalescoDesfile da Mangueira - Foto: Allan Durffes Carnavalesco

As fantasias, elaboradas e criativas, destacaram a identidade da Mangueira, combinando e incorporando as suas texturas com as cores da floresta, e cada ala contava um pedaço da história e a relevância do Mestre Sacaca. As fantasias se mostraram versáteis e a grande capacidade de inovação dos criadores.

Interpretação

A combinação das vozes dos intérpretes Leo Santana e Rafa Gomes, trouxe uma carga emocional ao tema, conectando o público com a letra do samba e a bateria. Trouxe também certa forma de sentimento nostálgico, potencializando muito orgulho a quem conhece a história da nossa região amazônica.

Bateria

A bateria foi um completo show a parte. Mostrou uma sincronia e técnicas incríveis, pululando entre o ritmo do Marabaixo e o Samba, mantendo de forma acelerada, a energia alta e contagiando todos com sua presença. E claro, ficou a interação positiva entre o público e a bateria.

Os passistas, casais de porta-bandeiras, as alas, todas, individualmente, encontraram a mais pura essência do significado da palavra "Carnaval". Dançaram com garra, e transmitiram cronologicamente toda emoção e alegria do enredo.

Desfile da Mangueira - Foto: Allan Durffes CarnavalescoDesfile da Mangueira - Foto: Allan Durffes Carnavalesco

No geral e com todos os elementos apresentados na Sapucaí, a Mangueira solidificou seu lugar como uma das maiores escolas de Samba do Carnaval brasileiro. Por tudo, deixou uma marca profunda e memorável na história da folia momesca brasileira e, fundamentalmente, nas raízes históricas do Amapá.


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Articulista/Colunista

Jefferson Fassi

Jornalista



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