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CRISTO OU BARRABAS


Com a chegada do Natal, inúmeras reflexões emergem em nossas vidas. Independentemente da religiosidade, pairam ensinamentos de gratidão, lealdade, honestidade, empatia, amor, união, solidariedade, perdão, fraternidade, justiça e, sobretudo, renascimento. 

Inevitavelmente, aos estudiosos das Escrituras Sagradas e do Direito Penal e Processual Penal, a história da escolha entre Cristo e Barrabás – um dos episódios mais emblemáticos dos evangelhos bíblicos – acaba simbolizando a tensão entre justiça, opressão e manipulação social. 

No episódio bíblico relato nos evangelhos canônicos, Cristo é apresentado ao Governador romano na Provincia romano da Judeia, Pôncio Pilatos, que, em busca de uma solução para o impasse político com os líderes religiosos judaicos, oferece ao povo a opção de libertar um prisioneiro. Pilatos tinha nas mãos poder para inocentar o condenar Cristo, no entanto, preferiu isentar-se da responsabilidade de fazer um julgamento justo, inocentando o inocente, e condenando o culpado, em vez disse, ele transferiu a responsabilidade ao povo ao dirigir-se à multidão enfurecida e perguntar:

- Qual destes vocês querem que solte: Barrabás ou Jesus, chamado Cristo”. 

- Qual dos dois vocês querem que eu solte?"

Ao que eles responderam sem pensar nas consequências da sua escolha injusta e precipitada: 

- Responderam eles: "Barrabás!

- E o que farei de Jesus, o Cristo – Perguntou Pilatos.

- Todos responderam: "Crucifica-o!"

A escolha recai entre Cristo, homem justo, inocente e amoroso, e Barrabás, um criminoso confesso, condenado pela justiça por revolta e assassinato. A escolha parecia obvia, entre dois personagens totalmente diferentes. No entanto, não foi isso o que se viu; influenciados pelos sacerdotes, escribas, fariseus e saduceus, os quais, formavam o mais alto tribunal judaica da época, o Sinédrio, o povo como massa de manobra, em um clamor popular gritava pedindo a libertação de Barrabás e a crucificação de Jesus Cristo. 

Este episódio reflete um julgamento comprometido pela manipulação e, principalmente, pela abdicação de um processo justo com direito ao contraditório onde, por vezes, se alega ter provas. A história narra: a julgamento de Jesus evidencia como a pressão social poder distorcer decisões, até mesmo de um tribunal. 

Assim como na escolha entre Cristo e Barrabás, a pessoas mal-intencionadas, como os líderes religiosos judaicos da época, opera como um catalisador para a manipulação das massas, amplificando discursos de acusação e abafando vozes de defesa. 

Outrossim, a história bíblica também expõe a arbitrariedade no uso do poder estatal para perseguir pessoas que representam uma ameaça ao status quo. Assim, o caso de Cristo e Barrabas convida à reflexão sobre os objetivos da justiça e da verdade. Enquanto o assassino confesso Barrabás foi liberto apesar de todos os seus crimes comprovados, Cristo foi condenado sem provas nenhuma, evidenciando assim, a tensão entre a busca por justiça e a satisfação das massas manipuláveis. 


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Articulista/Colunista

Pr. José Queiroz Júnior

Professor, Pastor, escritor, palestrante, especialista em educação e Gestão Escolar

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