FAÇAMOS O HOMEM À NOSSA IMAGEM E SEMELHANÇA
A origem do HOMEM não está na evolução de outros seres primitivos inferiores ou superiores, e sim no plano e proposito de Deus para a raça humana. Não foi por obra do acaso ou do improviso, mas foi algo planejado e minunciosamente preparado.
O autor do livro de Genesis, ao tratar desse tema, o apresenta em dois momentos. No primeiro, ele faz um relato do projeto da criação do homem sem maiores detalhes. Os pormenores só são mencionados depois, como veremos a seguir:
“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”. (Genesis 1.26).
O versículo bíblico citado acima, faz referência pela primeira vez ao homem. Ele demonstra que Deus, o Criador, em consenso (façamos – mais de um agente), isto é, ele fazia uma tratativa com alguém. Ele não estava sozinho quando planejava a criação do ser humano e trata das preliminares de como seria o homem, a perfeita das suas criaturas.
Para todas as outras formas de vida, tanto animal quanto vegetal, Deus usa apenas o poder de suas palavras, no ato da criação. Ele simplesmente ordenava: “haja”, e houve! Com o homem, no entanto, foi diferente, o Criador o formou a partir do pó da terra. Vejamos a seguir os passos da sua criação:
O corpo. Tal como um oleiro toma o barro e faz dele um vaso, assim Deus tomou o barro e fez dele um protótipo, com isso, estava formado o corpo humano. Apesar disso, ele não tinha vida, não se locomovia, respirava ou fazia qualquer tipo de movimento ou ação, era apenas um boneco inanimado.
“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra”. (Genesis 2.7).
Uma simples leitura desse versículo bíblico não nos transmite a verdadeira ideia de que o autor deseja passar ao escrevê-lo. Somente quando nos voltamos a um estudo minucioso é que temos a ideia da grandeza dessa criação, que vai muito além de um simples protótipo. O corpo que ali estava possuía características especiais que nenhum outro possuía e que jamais seriam desvendadas por completo.
Após formar/criar o protótipo humano, Deus soprou em suas narinas o “folego da vida”, e com isso, o homem passou a respirar e ter vida. Foi capaz de mover-se, se levantar, andar, correr, e exercer qualquer tipo de atividade física, mental e espiritual. Ele passou a existir como um ser completo, acabado e em pleno funcionamento. O folego de vida, inflado pelo Criador homem, foi o que as Escrituras denominam de “Homem interior”, a parte espiritual, imortal e eterna, ou seja, A alma e o espírito, onde estão as faculdades essenciais para a sobrevivência do ser humano por inteiro, como o pensamento, o sentimento, o entendimento e a vontade (Alma) e, intuição, consciência e fé (espírito).
O termo “pó da terra”, matéria-prima utilizada por Deus para criar o corpo do homem, é traduzido por “minério”. Minério é mineral. Este é definido nos melhores dicionários como “substância natural, solida ou liquida, de composição química bem definida e propriedades físicas características. De maneira que o termo bíblico “pó da terra”, em uma consideração simples, significa o conjunto ou totalidade de todos os elementos químicos que constituem o planeta terra com tudo o que nela há, desde o núcleo interno até a sua crosta.
Deus havia criado todos os demais animais quando criou o homem, o deixando por último, por se tratar da sua criatura mais complexa e especial, a coroa da criação, à sua imagem e semelhança. Por isso, devemos atentar para o fato de que Deus o criou a partir de uma matéria já existente na natureza, ou seja, os elementos químicos que compõem a terra. Assim concluímos que o homem não é simplesmente um boneco de barro, mas um ser formado por todos os elementos químicos existentes na natureza. Além disso, ele se tornou mais especial ainda quando recebeu o sopro divino, a vida.












