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O DILUVIO QUE DESTRUIU O MUNDO

O DILUVIO QUE DESTRUIU O MUNDO


O diluvio bíblico é uma das narrativas mais conhecidas da humanidade, descrita no livro de Genesis (6.13-22; 7.1.24). segundo o texto sagrado, Deus decidiu inundar a Terra para purificá-la da corrupção extrema da humanidade da época, poupando apenas o patriarca Noé, sua família e um casal de cada espécie de animal vivente existente no planeta naquele período.

Tinha Noé seiscentos anos de idade, quando o diluvio veio sobre a terra. Ele entrou na arca que construiu por ordem de Deus, juntamente com sua esposa, os três filhos e as três noras, totalizando oito pessoas. Dos animais considerados limpos, próprios para alimentação, tanto de aves, como réptil, entraram na arca de dois em dois, o macho e a femea, assim como Deus ordenara. Passados sete dias, da entrada dos seres humanos e dos animais na arca, as chuvas caíram sobre a terra.

No dia dezessete do segundo mês do ano seiscentos da vida de Noé, todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram, e a chuva caiu sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noite ininterruptas. As águas cresceram e levantaram a arca, com isso, ela vagava de um lado para o outro. Todos os altos montes foram cobertos. Quinze côvados (6,6 m) acima do monte mais alto da terra subiu a água.

Com isso, toda a superfície da terra foi inundada, não tendo para onde fugir; as pessoas buscavam refúgio na arca, (único meio de salvação naquele momento), mas não havia mais como entrar nela, pois, a porta já tinha se fechado. Tudo que tinha vida (folego) na terra seca, morreu. Com isso, foram exterminadas todas as criaturas que havia sobre a terra; sobrevivendo apenas Noé, sua mulher, os três filhos e as três noras. A inundação do planeta durou cento e cinquenta dias, quando então, as águas começaram a baixar, até que Noé, sua família e os animais puderam sair.

A narrativa de uma grande inundação global não é exclusiva das Escrituras sagradas, algumas outras culturas antigas possuem relatos parecidos. Como veremos a seguir:

  • A epopeia de Gilgamesh. Texto sumério – babilônico – onde o herói Utnapishtim constrói uma embarcação para salvar a vida de um diluvio ordenado pelos deuses da sua época.

  • A mitologia grega. A história de Deucalião e Pirra, que sobreviveram a uma inundação causada por Zeus flutuando em um baú.

  • Tradições indígenas. Diversas tribos das Américas possuem lendas sobre ancestrais que sobreviveram a grandes inundações subindo no topo de montanhas ou em troncos ocos de madeira.

Apesar dessas narrativas descrevendo outros dilúvios ocasionais e isolados, não se compara com o diluvio do tempo de Noé, pois, ele foi universal e destruiu tudo o que tinha folego de vida. O diluvio foi a execução da justiça divina sobre aquela geração, os principais motivos que levaram Deus tomar essa decisão, foram: a maldade generalizada, a violência extrema e a corrupção moral da humanidade antediluviana. A situação havia chegado a um ponto em que a justiça divina exigia uma intervenção radical.

Em uma de suas profecias messiânicas, descrita em Mateus (24.37-39), Jesus afirmou que “assim como foi nos dias de Noé, também será na vinda do Filho do Homem”. Ou seja, assim como a geração do tempo de Noé, praticava a maldade, a violência e a corrupção moral generalizada e não se arrependia, assim, será também na geração que antecipará a sua vinda, repetindo os mesmos erros, eles serão surpreendidos por sua vinda inesperada que pegará todos descuidados, e os perversos pagarão pelos seus erros incontroláveis.


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Articulista/Colunista

Pr. José Queiroz Júnior

Professor, Pastor, escritor, palestrante, especialista em educação e Gestão Escolar

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