Equipe da Norte Energia é mantida em cárcere privado por indígenas no Pará. A companhia confirma que os trabalhadores da empresa, concessionária de Belo Monte, já foram liberados. Uma equipe da empresa privada concessionária da Usina Hidrelétrica Belo Monte, a Norte Energia, foi mantida em cárcere privado na Terra Indígena Trincheira Bacajá, na região de Anapu, sudoeste do Pará. O incidente ocorreu desde a terça-feira (15), quando os funcionários da empresa e representantes de outras organizações foram retidos durante reuniões agendadas com os indígenas. O objetivo da ação foi pressionar a companhia a atender suas reivindicações. De acordo com a Norte Energia, os trabalhadores sofreram ameaças graves, incluindo ameaças à vida e integridade física, com o uso de facões. Além disso, eles foram impedidos de sair da aldeia e tiveram seus veículos retidos. A equipe foi liberada posteriormente e se dirigiu a Altamira, outro município do sudoeste do Pará. A empresa afirmou que respeita o direito de manifestação e liberdade de expressão, mas repudia veementemente a violência. A Norte Energia deixou claro que não realiza negociações em situações de retenção de colaboradores, equipamentos ou materiais em áreas indígenas ligadas à Usina Hidrelétrica Belo Monte. Sobre as reivindicações feitas pelos indígenas, a empresa explicou que muitas delas excedem suas obrigações. Em relação à manutenção de estradas, a companhia já realizou serviços de recuperação em conjunto com aldeias, Funai e DSEI. Quanto ao abastecimento de água, a Norte Energia possui contrato para perfurar novos poços e revitalizar outros, mas o crescimento do número de aldeias tem impactado a execução do serviço. A empresa reforçou seu compromisso com o diálogo e respeito às comunidades indígenas, destacando suas iniciativas de diálogo transparente e estruturado com os povos indígenas do Médio Xingu em relação às ações voltadas para suas comunidades. A Polícia Federal também foi contatada para comentar o incidente, mas até o momento não houve retorno. O episódio coloca em evidência as tensões que podem surgir entre empresas, comunidades indígenas e autoridades, ressaltando a importância do diálogo e da busca por soluções pacíficas para questões socioambientais. Fonte: O Liberal
Equipe da Norte Energia é mantida em cárcere privado por indígenas no Pará
A companhia confirma que os trabalhadores da empresa, concessionária de Belo Monte, já foram liberados
Uma equipe da empresa privada concessionária da Usina Hidrelétrica Belo Monte, a Norte Energia, foi mantida em cárcere privado na Terra Indígena Trincheira Bacajá, na região de Anapu, sudoeste do Pará. O incidente ocorreu desde a terça-feira (15), quando os funcionários da empresa e representantes de outras organizações foram retidos durante reuniões agendadas com os indígenas. O objetivo da ação foi pressionar a companhia a atender suas reivindicações.
De acordo com a Norte Energia, os trabalhadores sofreram ameaças graves, incluindo ameaças à vida e integridade física, com o uso de facões. Além disso, eles foram impedidos de sair da aldeia e tiveram seus veículos retidos. A equipe foi liberada posteriormente e se dirigiu a Altamira, outro município do sudoeste do Pará.
A empresa afirmou que respeita o direito de manifestação e liberdade de expressão, mas repudia veementemente a violência. A Norte Energia deixou claro que não realiza negociações em situações de retenção de colaboradores, equipamentos ou materiais em áreas indígenas ligadas à Usina Hidrelétrica Belo Monte.
Sobre as reivindicações feitas pelos indígenas, a empresa explicou que muitas delas excedem suas obrigações. Em relação à manutenção de estradas, a companhia já realizou serviços de recuperação em conjunto com aldeias, Funai e DSEI. Quanto ao abastecimento de água, a Norte Energia possui contrato para perfurar novos poços e revitalizar outros, mas o crescimento do número de aldeias tem impactado a execução do serviço.
A empresa reforçou seu compromisso com o diálogo e respeito às comunidades indígenas, destacando suas iniciativas de diálogo transparente e estruturado com os povos indígenas do Médio Xingu em relação às ações voltadas para suas comunidades.
A Polícia Federal também foi contatada para comentar o incidente, mas até o momento não houve retorno. O episódio coloca em evidência as tensões que podem surgir entre empresas, comunidades indígenas e autoridades, ressaltando a importância do diálogo e da busca por soluções pacíficas para questões socioambientais.
Fonte: O Liberal
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