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Foto: Deco de França/SEPM
Debate sobre stalking e masculinidades é levado à comunidade pelo Governo do Amapá
Por: Redação -


Debate sobre stalking e masculinidades é levado à comunidade pelo Governo do Amapá

Em 2022, o Brasil registrou mais de 60 mil denúncias do crime, que consiste em seguir uma pessoa de forma constante.

 

Começo esta matéria destacando que o tema abordado foi escolhido para integrar nossa seção de Segurança Pública e Justiça, devido à sua relevância como um tipo de crime que, embora frequentemente ocorra sem ser notado, constitui um delito e merece atenção assim como qualquer outra infração. Vale ressaltar que, em muitos casos, os crimes psicológicos podem ser mais prejudiciais do que infrações menores.

O crime de stalking, caracterizado pela perseguição constante e ameaçadora a uma pessoa, foi o foco do debate promovido pelo Governo do Amapá durante o 1º Festival da Juventude. A iniciativa faz parte da campanha Agosto Lilás, que este ano traz o tema "Que tipo de homem você é? Que agride ou acolhe", visando provocar reflexões sobre as diferentes formas de violência contra as mulheres e a sociedade em geral.

Realizado na quinta-feira, 17, no auditório da Escola Estadual Tiradentes em Macapá, o evento também explorou os diversos tipos de masculinidades presentes na sociedade. A ação foi uma colaboração entre a Secretaria de Políticas para Mulheres (SEPM) e o Instituto Promundo.

O termo "stalking" tem origem inglesa e significa "caçar" ou "perseguir obsessivamente". No Brasil, a Lei nº 14.132, sancionada em 2021, visa combater esse crime, com penas que variam de seis meses a dois anos de prisão e multa. No ano de 2022, o Brasil registrou 63 mil denúncias de stalking, sendo 56.560 feitas por mulheres.

Adrianna Ramos, secretária de Políticas para Mulheres, ressaltou a importância de informar a comunidade sobre o stalking, pois esse crime pode desencadear problemas sociais, psicológicos e cognitivos ao longo da vida das vítimas. Ela afirmou: "É fundamental que as mulheres conheçam esta nova tipificação do código penal, para se prevenirem e denunciarem quando for preciso".

O evento também trouxe à tona questões sobre masculinidades, e Samuel Dereck, estudante de 16 anos, compartilhou sua perspectiva sobre o debate: "Achei muito interessante e digo, para quem ainda não conhece, procure entender, conversar com os pais, se 'consertar' com alguém se tiver errado para melhorar a sua atitude".

Luciano Ramos, diretor-adjunto do Instituto Promundo, ressaltou a importância de educar os homens sobre o stalking e incentivá-los a contribuir para a prevenção da violência contra a mulher. Ele enfatizou que essa prática pode começar de maneira sutil e a educação é uma ferramenta crucial para reduzir a violência.

Em caso de stalking, Abrahão Jara, assessor jurídico do Centro de Atendimento à Mulher e à Família (Camuf) de Macapá, orienta as vítimas a buscarem ajuda e registrarem um boletim de ocorrência. Luíza Tarune, cientista social do Instituto Promundo, também enfatiza a importância da disseminação de informações sobre a Lei do Stalking, incentivando as vítimas a denunciarem e a buscarem apoio.

A Secretaria de Políticas para Mulheres disponibiliza o número da Rede de Atendimento à Mulher (96) 98402-7649, que oferece acolhimento e orientações 24 horas por dia. O Governo do Amapá segue comprometido em educar, conscientizar e combater a violência em todas as suas formas.

 

Com informações/ Alice Palmerim



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