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Abacaxi de Porto Grande é a primeira Indicação Geográfica do Amapá
Por: Redação -


Abacaxi de Porto Grande é a primeira Indicação Geográfica do Amapá

Com o trabalho do Sebrae, o Abacaxi de Porto Grande conquista a Indicação de Procedência (IP) e se torna a primeira Indicação Geográfica (IG) do estado. A região é a maior produtora do fruto no Amapá

Com sabor adocicado, aroma marcante e com a variedade pérola, o Abacaxi de Porto Grande conquistou a primeira Indicação Geográfica (IG) do estado do Amapá, nesta terça (26). O resultado chegou após um ano de trabalho do Sebrae junto aos produtores, que envolveu consultorias, capacitações e ações de divulgação.

“O Sebrae fomentou esse território com visibilidade dentro do mercado, para que o Abacaxi de Porto Grande pudesse utilizar essa distinção da IG como forma de propagar a origem, o produto e promover o reconhecimento da produção, atribuindo valor, reputação e identidade própria, assim valorizar o produto e proteger a região”, destacou a superintendente do Sebrae, Alcilene Cavalcante.

 

IG

Em junho de 2023, foi protocolado o pedido de IG no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que estava na fase de análise. Com a aprovação os produtores do Abacaxi de Porto Grande terão o Selo de IG para comercializar os produtos.

 

Aspa/PG

Para o presidente da Associação de Produtores do Abacaxi de Porto Grande (Aspa/PG), Suel de Araújo Diniz, o apoio do Sebrae no processo da Indicação Geográfica foi essencial para os produtores e para o município de Porto Grande. “Esse processo foi muito importante para toda a comunidade, porque a Indicação Geográfica reconhece a relevância do território quando falamos de Abacaxi do Porto Grande, sabemos qual o produto e a origem dele, então por meio desse processo conseguimos trazer reconhecimento para a produção e também para o nosso município”, destacou o produtor Suel Araújo Diniz.

 

Sebrae

Desde 2023, as ações tiveram o objetivo de preparar as futuras IG para divulgar, abrir novos mercados e atrair turistas aos locais beneficiados. Acompanhamento do processo no INPI, inclusive nas publicações de revistas do Instituto, além de busca de orientação de cumprimento das exigências requeridas. Esse período levou em média 18 meses a contar da data do protocolo.

Criação de métodos de controle, definição coletiva das ações do Plano de Operacionalização da IG a curto, médio e longo prazo, bem como as responsabilidades e estratégias de execução, criação de um plano de controle estruturado para uso dos produtores.

Na área de mercado haverá a criação de modelo de negócios, analisando pontos fortes e fracos e entendendo quem são os reais clientes e parceiros da IG. Foi criado um modelo de negócio específico, de forma a aplicar para buscar resultados práticos de divulgação e mercado.

Para incentivar o turismo haverá um planejamento turístico estratégico, com a percepção e análise das potencialidades turísticas da área geográfica da IG, através de visitas, entrevistas com a criação e proposição de um plano de trabalho para ser executado na região, a fim de gerar renda para produtores e parceiros turísticos locais.

Por Denyse Quintas



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