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Por: Redação -


"Construindo pontes pelo respeito religioso" é tema de debate no MP-AP

Com o tema 'Construindo pontes pelo respeito religioso', o Ministério Público do Amapá (MP-AP) promoveu o diálogo inter-religioso com autoridades do Direito, da Justiça e da Segurança Pública, nessa terça-feira (28), no auditório da Procuradoria-geral de Justiça no bairro Araxá. 

O promotor de justiça e secretário-geral do MP-AP, Alexandre Medeiros Monteiro, deu boas-vindas aos participantes e ressaltou o papel do Ministério Público no combate a todas as formas de violência, preconceito e desrespeito às escolhas das crenças de cada cidadão. A promotora de justiça e chefe de gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça, Christie Damasceno, também participou do evento. 

Coordenado pela promotora de justiça Fábia Nilci, o intuito do Centro de Apoio Operacional da Cidadania (CAO-CID) é avançar na valorização da diversidade religiosa ao promover conhecimentos para desconstruir preconceitos. "Por isso nos reunimos com os órgãos públicos, líderes religiosos e a Universidade, para que juntos possamos atuar de forma estratégica, preventiva e educativa, garantindo a liberdade de culto e de expressão", destacou a promotora. 

Além da promotora Nilci, compuseram o dispositivo, a diretora-presidente da Função Marabaixo do Governo do Amapá (GEA), Josilana Santos; a diretora-presidente do Instituto de Promoção da Igualdade racial (Improir) da Prefeitura de Macapá (PMM), Cristina Almeida; a coordenadora do Núcleo Civil da Defensoria Pública do Amapá, Elena Rocha; o presidente da OAB/AP, Israel Gonçalves; o delegado Sérgio Grott, representando a Polícia Civil; Capitão Arlen Lopes, representando o comandante-geral da Polícia Militar (PMAP). 

Mãe Carmen de Oyá, mãe de santo do Congá São Jorge, ressaltou sobre a importância de combater a intolerância e o racismo religioso, e que o debate busca a realização de um fórum permanente em defesa dos povos tradicionais de matriz africana e dos diversos segmentos que '‘invisíveis’'. 

“A gente pede que seja constituído um fórum na garantia dos direitos de uma política pública efetiva para os povos. Quando a gente senta com todas as autoridades do estado que fazem essa defesa, é para que venham nos entender, saber quem somos, aonde estamos e de que maneira nós vivemos”, ressaltou a mãe de santo. 

O presidente da Federação Espírita do Amapá, Adriano Verino, destacou que as religiões compartilham um objetivo comum: “O desejo de amar o mundo, trabalhar por uma sociedade melhor e justa, e promover a felicidade das pessoas”.  

O debate sobre "Lideranças Religiosas e Sociedade Civil" foi mediado pelo Prof. Dr. Marcos Vinícius de Freitas Reis. Durante a discussão, os participantes promoveram um discurso rico e relevante, especialmente para os acadêmicos.

Um exemplo disso foi a participação do jovem José Rogério Cardoso, de 18 anos, que disse: "Muito importante este momento para conhecermos melhor a diversidade de crenças e respeitá-las", concluiu o universitário. 

Por Mônica Nascos



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