Governo do Estado monitora ocorrências decorrentes do inverno amazônico no Amapá e possiveis vazões de água em hidrelétricas. Segundo o Iepa, para o mês de março, o prognóstico indica chuvas dentro da média para pouco acima da média no Amapá.. As fortes chuvas que caíram neste fim de semana, principalmente em Macapá e Santana, provocaram alagamentos em vários pontos. O Governo do Estado segue monitorando as áreas com riscos de inundação. As ações são coordenadas pela Defesa Civil Estadual, com apoio da Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas). Em Macapá, os bairros mais atingidos foram Zerão, Buritizal e Muca, na Zona Sul da capital, pois as chuvas coincidiram com a alta da maré do Rio Amazonas, sobrecarregando canais de drenagem. "Tivemos que intervir com a Seas, que assistiu as pessoas afetadas pelas águas e, de forma emergencial, garantiu que quatro famílias fossem removidas das residências para a segurança", informou o chefe de Operações da Defesa Civil do Amapá, capitão Telfran Gomes. Chefe de Operações da Defesa Civil do Amapá, capitão Telfran Gomes Foto: Marcelle Corrêa/Sejusp Sobre a vigilância dos demais municípios do estado, Gomes explica que o trabalho de monitoramento e mapeamento das regiões é contínuo. Os municípios com históricos de maior incidência de ocorrências devido ao inverno amazônico são Calçoene, Oiapoque e Laranjal do Jari. Outra atuação da Defesa Civil é acompanhar a situação das hidrelétricas existentes no Amapá, que são Santo Antônio do Jari, Cachoeira Caldeirão, Coracy Nunes e Ferreira Gomes Energia. "As hidrelétricas quando entram em estado de alerta de vazão, emitem essa informação também para a Defesa Civil para ficarmos cientes da situação. Hoje, monitoramos principalmente o nível do Rio Jari com a hidrelétrica de Santo Antônio, que nesta segunda-feira, 17, já nos enviou esse alerta, mas no momento não há risco de transbordamento, estamos atentos", esclareceu Gomes. Estrutura da barragem da hidrelétrica de Santo Antônio Foto: Cesbe/Divulgação Previsão Segundo o meteorologista do Núcleo de Hidrometeorologia e Energias Renováveis do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), Jefferson Vilhena, para o mês de março, o prognóstico indica chuvas dentro da média para pouco acima da média. Para a segunda quinzena de fevereiro, a previsão é que as chuvas amenizem por um período. "Nos próximos dias, as chuvas estão se concentrando na Região Central do estado, já choveu cerca de 60% do esperado para o mês, e durante a próxima semana estão previstas poucas chuvas. Sobre a situação do Rio Jari, por enquanto, o nível vem subindo normalmente, ainda não houve muitos eventos de chuvas intensas sobre as cabeceiras do rio", explicou Vilhena. Neste fim de semana, quatro famílias tiveram que ser retiradas de suas casas Foto: Divulgação/Defesa Civil A população pode solicitar ajuda nos seguintes números: 193 - Corpo de Bombeiros 190 - Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes) Por Marcelle Corrêa
Governo do Estado monitora ocorrências decorrentes do inverno amazônico no Amapá e possiveis vazões de água em hidrelétricas
Segundo o Iepa, para o mês de março, o prognóstico indica chuvas dentro da média para pouco acima da média no Amapá.
As fortes chuvas que caíram neste fim de semana, principalmente em Macapá e Santana, provocaram alagamentos em vários pontos. O Governo do Estado segue monitorando as áreas com riscos de inundação.
As ações são coordenadas pela Defesa Civil Estadual, com apoio da Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas). Em Macapá, os bairros mais atingidos foram Zerão, Buritizal e Muca, na Zona Sul da capital, pois as chuvas coincidiram com a alta da maré do Rio Amazonas, sobrecarregando canais de drenagem.
"Tivemos que intervir com a Seas, que assistiu as pessoas afetadas pelas águas e, de forma emergencial, garantiu que quatro famílias fossem removidas das residências para a segurança", informou o chefe de Operações da Defesa Civil do Amapá, capitão Telfran Gomes.

Chefe de Operações da Defesa Civil do Amapá, capitão Telfran Gomes
Foto: Marcelle Corrêa/Sejusp
Sobre a vigilância dos demais municípios do estado, Gomes explica que o trabalho de monitoramento e mapeamento das regiões é contínuo. Os municípios com históricos de maior incidência de ocorrências devido ao inverno amazônico são Calçoene, Oiapoque e Laranjal do Jari.
Outra atuação da Defesa Civil é acompanhar a situação das hidrelétricas existentes no Amapá, que são Santo Antônio do Jari, Cachoeira Caldeirão, Coracy Nunes e Ferreira Gomes Energia.
"As hidrelétricas quando entram em estado de alerta de vazão, emitem essa informação também para a Defesa Civil para ficarmos cientes da situação. Hoje, monitoramos principalmente o nível do Rio Jari com a hidrelétrica de Santo Antônio, que nesta segunda-feira, 17, já nos enviou esse alerta, mas no momento não há risco de transbordamento, estamos atentos", esclareceu Gomes.

Estrutura da barragem da hidrelétrica de Santo Antônio
Foto: Cesbe/Divulgação
Previsão
Segundo o meteorologista do Núcleo de Hidrometeorologia e Energias Renováveis do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), Jefferson Vilhena, para o mês de março, o prognóstico indica chuvas dentro da média para pouco acima da média. Para a segunda quinzena de fevereiro, a previsão é que as chuvas amenizem por um período.
"Nos próximos dias, as chuvas estão se concentrando na Região Central do estado, já choveu cerca de 60% do esperado para o mês, e durante a próxima semana estão previstas poucas chuvas. Sobre a situação do Rio Jari, por enquanto, o nível vem subindo normalmente, ainda não houve muitos eventos de chuvas intensas sobre as cabeceiras do rio", explicou Vilhena.

Neste fim de semana, quatro famílias tiveram que ser retiradas de suas casas
Foto: Divulgação/Defesa Civil
A população pode solicitar ajuda nos seguintes números:
- 193 - Corpo de Bombeiros
- 190 - Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes)
Por Marcelle Corrêa
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