"Abril da Resistência": Ueap abre espaço de escuta e reflexão com indígenas do Norte do Pará e do Amapá . Encontro com alunos e gestores da educação na Universidade do Estado do Amapá, na quarta-feira, 16, abordou trajetórias e desafios educacionais dos povos indígenas.. Para promover a inclusão, combater o preconceito e reforçar a importância da luta dos povos indígenas na conquista dos direitos, o Governo do Estado promoveu na quarta-feira, 16, um momento de escuta e reflexão com alunos e gestores da educação, na Universidade do Estado do Amapá (Ueap), no Centro de Macapá. Como parte da programação “Abril da Resistência”, o encontro contou com uma mesa composta por membros indígenas do Parque do Tumucumaque do Norte do Pará e do Amapá, do povo Tiriyó e Kaxuyana. Com o tema "Quando a Universidade Escuta a Terra", o momento possibilitou que eles contassem suas trajetórias e os desafios enfrentados na educação básica e principalmente nas dificuldades de acesso às universidades públicas. Gerente do Núcleo de Educação Escolar Indígena (NEI), Maxwara Karipuna Foto: Adriano Monteiro/GEA “Enfrentamos desafios durante o processo de formação até retornarmos para nosso território, além de desafios profissionalmente e também dentro do movimento indígena. Hoje gerencio o Núcleo de Educação Indígena, e poder estar desenvolvendo esse trabalho voltado para a educação escolar indígena no Estado do Amapá é um desafio muito grande, mas mesmo assim estamos conseguindo construir um trabalho muito produtivo. O governo Clécio tem sido um governo que dá muito apoio, ampara todas as políticas públicas voltadas para os povos indígenas”, esclareceu o gerente do Núcleo de Educação Escolar Indígena (NEI), Maxwara Karipuna. À mesa, além de Maxwara Karipuna, estavam o articulador dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará, Demétrio Tiriyó, o pedagogo indígena, Gilson Kaxuana Tiriyó, a egressa de pedagogia Luana Karipuna e a acadêmica de pedagogia Matukusse Greice Tiriyó. Acadêmica de pedagogia Matukusse Greice Tiriyó também compôs a mesa Foto: Adriano Monteiro/GEA Articulador dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará, Demétrio Tiriyó Foto: Adriano Monteiro/GEA "Agradeço a Universidade do Estado do Amapá, porque nós fomos convidados para dar essa palestra, porque ainda enfrentamos o preconceito. Temos dificuldade para entrar na faculdade, e receber a ajuda dos alunos é importante para sabermos das informações. As pessoas ainda tem uma ideia antiga sobre a gente, hoje os povos indígenas já têm acesso a tecnologia e internet. Vejo que precisamos dialogar com os acadêmicos para mostrar que também podemos acompanhar essa evolução, porque a vida muda", explicou o articulador dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará, Demétrio Tiriyó. O momento também possibilitou que os alunos e gestores interagissem fazendo perguntas sobre como um não indígena poderia fazer para desenvolver iniciativas inclusivas dentro das escolas e universidades. Mediando a palestra, a coordenadora do Núcleo de Estudo Afro-brasileiro Indígena, Iranir Andrade, evidenciou sobre como é importante disponibilizar os espaços de ensino para combater a exclusão e o preconceito. Coordenadora do Núcleo de Estudo Afro-brasileiro Indígena, Iranir Andrade Foto: Adriano Monteiro/GEA “É uma universidade de espaço de diálogo, de escuta, de lugar de fala dos nossos povos indígenas também. A gente vem falando, faz esse trabalho diariamente, da questão étnico-racial, envolvendo tanto a questão afro quanto a questão indígena. Levando em consideração a questão geográfica, é também um momento em que a universidade se curva para dizer: ‘que nós estamos aprendendo com vocês também, nós queremos ouvir vocês, esse espaço é o seu lugar também’. Então, é deixar bem claro para eles que a gente está de portas abertas”, destacou Iranir. Durante o dia, a universidade também possibilitou a divulgação da cultura com pinturas com grafismos indígenas, venda de artesanatos como colares, pulseiras, brincos de pena, cuia, e demais adereços que possibilitou a comercialização e gerando renda para as artesãs. Por Bianck Bastos Universidade também abriu as portas para o empreendedorismo de artesãs indígenas e divulgação da cultura
"Abril da Resistência": Ueap abre espaço de escuta e reflexão com indígenas do Norte do Pará e do Amapá
Encontro com alunos e gestores da educação na Universidade do Estado do Amapá, na quarta-feira, 16, abordou trajetórias e desafios educacionais dos povos indígenas.
Para promover a inclusão, combater o preconceito e reforçar a importância da luta dos povos indígenas na conquista dos direitos, o Governo do Estado promoveu na quarta-feira, 16, um momento de escuta e reflexão com alunos e gestores da educação, na Universidade do Estado do Amapá (Ueap), no Centro de Macapá.
Como parte da programação “Abril da Resistência”, o encontro contou com uma mesa composta por membros indígenas do Parque do Tumucumaque do Norte do Pará e do Amapá, do povo Tiriyó e Kaxuyana. Com o tema "Quando a Universidade Escuta a Terra", o momento possibilitou que eles contassem suas trajetórias e os desafios enfrentados na educação básica e principalmente nas dificuldades de acesso às universidades públicas.

Gerente do Núcleo de Educação Escolar Indígena (NEI), Maxwara Karipuna
Foto: Adriano Monteiro/GEA
“Enfrentamos desafios durante o processo de formação até retornarmos para nosso território, além de desafios profissionalmente e também dentro do movimento indígena. Hoje gerencio o Núcleo de Educação Indígena, e poder estar desenvolvendo esse trabalho voltado para a educação escolar indígena no Estado do Amapá é um desafio muito grande, mas mesmo assim estamos conseguindo construir um trabalho muito produtivo. O governo Clécio tem sido um governo que dá muito apoio, ampara todas as políticas públicas voltadas para os povos indígenas”, esclareceu o gerente do Núcleo de Educação Escolar Indígena (NEI), Maxwara Karipuna.
À mesa, além de Maxwara Karipuna, estavam o articulador dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará, Demétrio Tiriyó, o pedagogo indígena, Gilson Kaxuana Tiriyó, a egressa de pedagogia Luana Karipuna e a acadêmica de pedagogia Matukusse Greice Tiriyó.

Acadêmica de pedagogia Matukusse Greice Tiriyó também compôs a mesa
Foto: Adriano Monteiro/GEA

Articulador dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará, Demétrio Tiriyó
Foto: Adriano Monteiro/GEA
"Agradeço a Universidade do Estado do Amapá, porque nós fomos convidados para dar essa palestra, porque ainda enfrentamos o preconceito. Temos dificuldade para entrar na faculdade, e receber a ajuda dos alunos é importante para sabermos das informações. As pessoas ainda tem uma ideia antiga sobre a gente, hoje os povos indígenas já têm acesso a tecnologia e internet. Vejo que precisamos dialogar com os acadêmicos para mostrar que também podemos acompanhar essa evolução, porque a vida muda", explicou o articulador dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará, Demétrio Tiriyó.
O momento também possibilitou que os alunos e gestores interagissem fazendo perguntas sobre como um não indígena poderia fazer para desenvolver iniciativas inclusivas dentro das escolas e universidades. Mediando a palestra, a coordenadora do Núcleo de Estudo Afro-brasileiro Indígena, Iranir Andrade, evidenciou sobre como é importante disponibilizar os espaços de ensino para combater a exclusão e o preconceito.

Coordenadora do Núcleo de Estudo Afro-brasileiro Indígena, Iranir Andrade
Foto: Adriano Monteiro/GEA
“É uma universidade de espaço de diálogo, de escuta, de lugar de fala dos nossos povos indígenas também. A gente vem falando, faz esse trabalho diariamente, da questão étnico-racial, envolvendo tanto a questão afro quanto a questão indígena. Levando em consideração a questão geográfica, é também um momento em que a universidade se curva para dizer: ‘que nós estamos aprendendo com vocês também, nós queremos ouvir vocês, esse espaço é o seu lugar também’. Então, é deixar bem claro para eles que a gente está de portas abertas”, destacou Iranir.
Durante o dia, a universidade também possibilitou a divulgação da cultura com pinturas com grafismos indígenas, venda de artesanatos como colares, pulseiras, brincos de pena, cuia, e demais adereços que possibilitou a comercialização e gerando renda para as artesãs.
Por Bianck Bastos

Universidade também abriu as portas para o empreendedorismo de artesãs indígenas e divulgação da cultura
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