Pré-COP30: objetivando protagonismo nas discussões, Governo do Amapá traça estratégias para participação na Conferência do Clima. A gestão do Estado mais preservado do Brasil vai mostrar boas práticas e captar recursos que provoquem o desenvolvimento social e sustentável na região.. Com foco na participação do Amapá na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA), o Governo do Estado traça estratégias para mostrar no encontro mundial as ações que geram impactos positivos na região mais preservada do Brasil. Secretários e equipe técnica dos órgãos estaduais se reuniram no Palácio do Setentrião, em Macapá, para alinhar expectativas e soluções para o encontro, na quinta-feira, 17. O decreto 4608, de 10 de abril, institui o Conselho Político para a COP30, tendo o governador Clécio Luís como presidente; o Comitê Executivo, presidido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap); e o Comitê Técnico. Gutemberg Vilhena, diretor-presidente da Fapeap, que compõe o Comitê Executivo do Amapá para a COP30 Foto: Maksuel Martins/GEA "O Governo do Amapá está se preparando para a COP da Amazônia. Queremos ser protagonistas das discussões, porque somos bons exemplos na preservação das nossas florestas, do clima e das pessoas que vivem aqui. Vamos buscar ter visibilidade, trazer investidores, mostrando que estamos preparados para o desenvolvimento", afirmou Gutemberg Vilhena, diretor-presidente da Fapeap. O Amapá participará da COP30 com o objetivo de atrair investimentos sustentáveis e integrar os debates sobre mudanças climáticas e proteção dos povos tradicionais. Em parceria com a Guiana Francesa, apresentará a “Amazônia Internacional na Fronteira” e a “Amazônia Negra”, que inclui Suriname e República da Guiana. Consultor do ICLEI América do Sul, Hugo Salomão citou a importância da participação do Amapá nas COPs Foto: Maksuel Martins/GEA Consultor do Iclei América do Sul na área de Internacionalização, Hugo Salomão explicou aos servidores do Estado a importância da participação do Amapá nas COPs e tirou dúvidas sobre a organização do encontro. "É o momento do Amapá aproveitar as oportunidades e os investidores para se posicionar, posicionar suas pautas e ser protagonista, uma posição que lhe é de direito. Espero que o Governo do Amapá possa se mobilizar para uma participação bem robusta. A Amazônia tem muitas realidades e o Governo do Amapá, sem dúvida, é um dos principais atores nesse contexto", pontuou Salomão. O Iclei - Governos Locais pela Sustentabilidade é a principal associação mundial de suporte a governos subnacionais dedicados ao desenvolvimento sustentável. A organização estimula a participação de governos nas conferências climáticas, para que apresentem as vozes de suas populações e conquistem investimentos. O envolvimento também conecta parceiros estratégicos, organismos internacionais e governos locais para implantar projetos que gerem impactos positivos. Sergio Moreira, representante da Força Tarefa de Governadores pelo Clima (GCF) Foto: Maksuel Martins/GEA Sergio Moreira, representante da Força Tarefa de Governadores pelo Clima (GCF), destacou o Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia do Amapá (Peas) como um dos mais ambiciosos do mundo e, por isso, a atração de investimentos é mais que adequada. Segundo o especialista, a previsão é que, daqui a 10 anos, a bioeconomia seja o motor principal da renda do estado. "É preciso construir estratégias e o Amapá está construindo, como por meio do fortalecimento da bioeconomia, num contexto social. O que precisamos é reunir essas estratégias e apresentar da melhor forma na COP30", citou Moreira. Rumo à COP30 O estado do Pará se prepara para receber a COP30, a ser realizada de 6 a 21 de novembro de 2025, em Belém (PA). O encontro global reúne representantes de países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), e tem como objetivo discutir questões relacionadas ao aquecimento global e às mudanças climáticas. Acompanhe as noticias do Amapá na COP30 O evento abordará assuntos de grande relevância, como o financiamento climático, a justiça climática e a transição energética. Além de jogar luz aos principais problemas enfrentados hoje no combate à crise climática, a conferência este ano consolida o papel do Brasil nas discussões ambientais internacionais. De acordo com estimativas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), é esperado um fluxo de mais de 40 mil participantes durante os principais dias da Conferência. Deste total, aproximadamente 7 mil compõem a chamada "família COP", formada pelas equipes da ONU e delegações de países membros. Por Fabiana Figueiredo
Pré-COP30: objetivando protagonismo nas discussões, Governo do Amapá traça estratégias para participação na Conferência do Clima
A gestão do Estado mais preservado do Brasil vai mostrar boas práticas e captar recursos que provoquem o desenvolvimento social e sustentável na região.
Com foco na participação do Amapá na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA), o Governo do Estado traça estratégias para mostrar no encontro mundial as ações que geram impactos positivos na região mais preservada do Brasil.
Secretários e equipe técnica dos órgãos estaduais se reuniram no Palácio do Setentrião, em Macapá, para alinhar expectativas e soluções para o encontro, na quinta-feira, 17. O decreto 4608, de 10 de abril, institui o Conselho Político para a COP30, tendo o governador Clécio Luís como presidente; o Comitê Executivo, presidido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap); e o Comitê Técnico.

Gutemberg Vilhena, diretor-presidente da Fapeap, que compõe o Comitê Executivo do Amapá para a COP30
Foto: Maksuel Martins/GEA
"O Governo do Amapá está se preparando para a COP da Amazônia. Queremos ser protagonistas das discussões, porque somos bons exemplos na preservação das nossas florestas, do clima e das pessoas que vivem aqui. Vamos buscar ter visibilidade, trazer investidores, mostrando que estamos preparados para o desenvolvimento", afirmou Gutemberg Vilhena, diretor-presidente da Fapeap.
O Amapá participará da COP30 com o objetivo de atrair investimentos sustentáveis e integrar os debates sobre mudanças climáticas e proteção dos povos tradicionais. Em parceria com a Guiana Francesa, apresentará a “Amazônia Internacional na Fronteira” e a “Amazônia Negra”, que inclui Suriname e República da Guiana.

Consultor do ICLEI América do Sul, Hugo Salomão citou a importância da participação do Amapá nas COPs
Foto: Maksuel Martins/GEA
Consultor do Iclei América do Sul na área de Internacionalização, Hugo Salomão explicou aos servidores do Estado a importância da participação do Amapá nas COPs e tirou dúvidas sobre a organização do encontro.
"É o momento do Amapá aproveitar as oportunidades e os investidores para se posicionar, posicionar suas pautas e ser protagonista, uma posição que lhe é de direito. Espero que o Governo do Amapá possa se mobilizar para uma participação bem robusta. A Amazônia tem muitas realidades e o Governo do Amapá, sem dúvida, é um dos principais atores nesse contexto", pontuou Salomão.
O Iclei - Governos Locais pela Sustentabilidade é a principal associação mundial de suporte a governos subnacionais dedicados ao desenvolvimento sustentável. A organização estimula a participação de governos nas conferências climáticas, para que apresentem as vozes de suas populações e conquistem investimentos. O envolvimento também conecta parceiros estratégicos, organismos internacionais e governos locais para implantar projetos que gerem impactos positivos.

Sergio Moreira, representante da Força Tarefa de Governadores pelo Clima (GCF)
Foto: Maksuel Martins/GEA
Sergio Moreira, representante da Força Tarefa de Governadores pelo Clima (GCF), destacou o Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia do Amapá (Peas) como um dos mais ambiciosos do mundo e, por isso, a atração de investimentos é mais que adequada. Segundo o especialista, a previsão é que, daqui a 10 anos, a bioeconomia seja o motor principal da renda do estado.
"É preciso construir estratégias e o Amapá está construindo, como por meio do fortalecimento da bioeconomia, num contexto social. O que precisamos é reunir essas estratégias e apresentar da melhor forma na COP30", citou Moreira.
Rumo à COP30
O estado do Pará se prepara para receber a COP30, a ser realizada de 6 a 21 de novembro de 2025, em Belém (PA). O encontro global reúne representantes de países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), e tem como objetivo discutir questões relacionadas ao aquecimento global e às mudanças climáticas.
O evento abordará assuntos de grande relevância, como o financiamento climático, a justiça climática e a transição energética. Além de jogar luz aos principais problemas enfrentados hoje no combate à crise climática, a conferência este ano consolida o papel do Brasil nas discussões ambientais internacionais.
De acordo com estimativas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), é esperado um fluxo de mais de 40 mil participantes durante os principais dias da Conferência. Deste total, aproximadamente 7 mil compõem a chamada "família COP", formada pelas equipes da ONU e delegações de países membros.
Por Fabiana Figueiredo
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