"É muito bonito ver como é mantida viva essa tradição cultural", diz visitante no barracão da Tia Gertrudes durante ciclo do Marabaixo 2025 . Evelyn Azevedo, que participou da abertura do Ciclo 2025, ficou encantada ao presenciar o ritual do Marabaixo da Aceitação.. Com o apoio do Governo do Amapá, o tradicional Marabaixo da Aceitação deu início ao Ciclo do Marabaixo 2025, no sábado, 19. A celebração centenária é uma das mais genuínas expressões culturais do Amapá. A festividade aconteceu no Barracão da Tia Gertrudes, no bairro Santa Rita, antiga Favela, em Macapá. A programação ocorreu em sete barracões nas zonas urbana e rural da capital. CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA ? FOTOS: Confira a abertura do Ciclo do Marabaixo 2025 Durante a cerimônia, a visitante Evelyn Azevedo observava com atenção o rufar das caixas e o rodopiar das saias das festeiras. A jovem contou que frequenta o Berço do Marabaixo desde a infância e que, para ela, essa vivência representa o próprio Ciclo do Marabaixo: a preservação e valorização da cultura do estado. "É fundamental manter a cultura viva porque permite que ela seja passada para as próximas gerações. Um exemplo disso é ver as crianças entrando na roda e dançando junto com os mais velhos", contou Evelyn animada. Programação ocorre até 22 de junho em sete barracões tradicionais de Macapá Foto: Adriano Monteiro/GEA Com raízes fincadas na religiosidade e na resistência das comunidades afrodescendentes, o Ciclo do Marabaixo celebra o centenário de Benedita Guilherma Ramos, a Tia Biló, matriarca do marabaixo do Laguinho, falecida em 2021, aos 96 anos. As celebrações promovem um verdadeiro encontro de gerações e reúnem a comunidade em momentos de fé e resistência. A programação segue até o “domingo do Senhor”, 22 de junho, após a celebração de Corpus Christi. Com emoção e orgulho, Lorena Camila, bisneta de Gertrudes Saturnino, expressou a importância que a abertura do ciclo do Marabaixo tem para sua família. "Representa gratidão por mais um ano estar aqui presente para fortalecer a nossa cultura. É uma cultura deixada pelos nossos ancestrais, pela nossa matriarca Gertrudes Saturnino. A gente trabalha para que isso continue", enfatizou Lorena. Com emoção e orgulho, Lorena Camila, bisneta de Gertrudes Saturnino, expressou a importância da abertura do Ciclo do Marabaixo Foto: Adriano Monteiro/GEA O Ciclo do Marabaixo vai além de uma simples festividade: é um momento de afirmação identitária, celebração das raízes afro-amapaenses e fortalecimento dos laços comunitários. O evento também atrai visitantes de diferentes lugares, impulsionando o turismo cultural e destacando a cultura popular como um patrimônio coletivo de grande valor. Valdinete Costa, representante do Barracão Tia Gertrudes Foto: Adriano Monteiro/GEA "Esse evento é muito mais que uma celebração, ele toca profundamente a nossa fé. Além disso, está sendo valorizado de forma significativa pelo Governo do Estado, que investiu para que pudéssemos realizar um dos melhores ciclos que já tivemos. Para nós, é uma emoção imensa sermos reconhecidos e valorizados, e ver toda a sociedade envolvida nesse momento tão especial", enfatizou Valdinete Costa, representante do Barracão Tia Gertrudes, que expressou com orgulho e emoção a importância da abertura do Ciclo do Marabaixo 2025. O investimento para o festejo é de R$ 2,5 milhões, fruto de recursos do Tesouro Estadual e de emenda destinada pelo senador Randolfe Rodrigues, gerando impactos na economia por meio da cultura e do turismo. O evento é organizado pelos grupos e associações culturais, com apoio da Fundação Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Fundação Marabaixo) e Secretaria de Estado da Cultura (Secult). Por Flávio Sousa Tremor dos tambores e saias girando marcam abertura do Ciclo do Marabaixo 2025
"É muito bonito ver como é mantida viva essa tradição cultural", diz visitante no barracão da Tia Gertrudes durante ciclo do Marabaixo 2025
Evelyn Azevedo, que participou da abertura do Ciclo 2025, ficou encantada ao presenciar o ritual do Marabaixo da Aceitação.
Com o apoio do Governo do Amapá, o tradicional Marabaixo da Aceitação deu início ao Ciclo do Marabaixo 2025, no sábado, 19. A celebração centenária é uma das mais genuínas expressões culturais do Amapá. A festividade aconteceu no Barracão da Tia Gertrudes, no bairro Santa Rita, antiga Favela, em Macapá. A programação ocorreu em sete barracões nas zonas urbana e rural da capital.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA
? FOTOS: Confira a abertura do Ciclo do Marabaixo 2025
Durante a cerimônia, a visitante Evelyn Azevedo observava com atenção o rufar das caixas e o rodopiar das saias das festeiras. A jovem contou que frequenta o Berço do Marabaixo desde a infância e que, para ela, essa vivência representa o próprio Ciclo do Marabaixo: a preservação e valorização da cultura do estado.
"É fundamental manter a cultura viva porque permite que ela seja passada para as próximas gerações. Um exemplo disso é ver as crianças entrando na roda e dançando junto com os mais velhos", contou Evelyn animada.

Programação ocorre até 22 de junho em sete barracões tradicionais de Macapá
Foto: Adriano Monteiro/GEA
Com raízes fincadas na religiosidade e na resistência das comunidades afrodescendentes, o Ciclo do Marabaixo celebra o centenário de Benedita Guilherma Ramos, a Tia Biló, matriarca do marabaixo do Laguinho, falecida em 2021, aos 96 anos. As celebrações promovem um verdadeiro encontro de gerações e reúnem a comunidade em momentos de fé e resistência. A programação segue até o “domingo do Senhor”, 22 de junho, após a celebração de Corpus Christi.
Com emoção e orgulho, Lorena Camila, bisneta de Gertrudes Saturnino, expressou a importância que a abertura do ciclo do Marabaixo tem para sua família.
"Representa gratidão por mais um ano estar aqui presente para fortalecer a nossa cultura. É uma cultura deixada pelos nossos ancestrais, pela nossa matriarca Gertrudes Saturnino. A gente trabalha para que isso continue", enfatizou Lorena.

Com emoção e orgulho, Lorena Camila, bisneta de Gertrudes Saturnino, expressou a importância da abertura do Ciclo do Marabaixo
Foto: Adriano Monteiro/GEA
O Ciclo do Marabaixo vai além de uma simples festividade: é um momento de afirmação identitária, celebração das raízes afro-amapaenses e fortalecimento dos laços comunitários. O evento também atrai visitantes de diferentes lugares, impulsionando o turismo cultural e destacando a cultura popular como um patrimônio coletivo de grande valor.

Valdinete Costa, representante do Barracão Tia Gertrudes
Foto: Adriano Monteiro/GEA
"Esse evento é muito mais que uma celebração, ele toca profundamente a nossa fé. Além disso, está sendo valorizado de forma significativa pelo Governo do Estado, que investiu para que pudéssemos realizar um dos melhores ciclos que já tivemos. Para nós, é uma emoção imensa sermos reconhecidos e valorizados, e ver toda a sociedade envolvida nesse momento tão especial", enfatizou Valdinete Costa, representante do Barracão Tia Gertrudes, que expressou com orgulho e emoção a importância da abertura do Ciclo do Marabaixo 2025.
O investimento para o festejo é de R$ 2,5 milhões, fruto de recursos do Tesouro Estadual e de emenda destinada pelo senador Randolfe Rodrigues, gerando impactos na economia por meio da cultura e do turismo. O evento é organizado pelos grupos e associações culturais, com apoio da Fundação Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Fundação Marabaixo) e Secretaria de Estado da Cultura (Secult).
Por Flávio Sousa

Tremor dos tambores e saias girando marcam abertura do Ciclo do Marabaixo 2025
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