PF prende, no Oiapoque/AP, dois foragidos internacionais acusados de trabalho escravo e homicídio na Guiana Francesa. Os indivíduos foram encaminhados à Delegacia da PF no Oiapoque para os procedimentos, e permanecem à disposição da Justiça.. Oiapoque/AP. A Polícia Federal, em ação que contou com o Núcleo de Cooperação Internacional da PF no Amapá, realizou, na manhã desta quarta-feira, 11/7, a extradição de dois foragidos da justiça brasileira, acusados de formação de organização criminosa, redução à condição análoga à de escravo, homicídio qualificado e tráfico internacional de armas. Os indivíduos foram entregues às autoridades brasileiras por agentes do Centre Pénitentiaire de Remire-Montjoly, na ponte binacional localizada no município de Oiapoque, na divisa entre o Brasil e a Guiana Francesa. Ambos estavam foragidos desde abril de 2024 e foram localizados em território francês. Eles figuravam na lista de foragidos internacionais da Interpol, por meio de difusão vermelha, e foram alvos da Operação Boulanger, deflagrada para desarticular uma organização criminosa transnacional que atuava na fronteira norte do Brasil e na Guiana Francesa. As investigações apontam que os crimes tiveram início na cidade de Oiapoque/AP e se estenderam ao garimpo Boulanger, na Guiana Francesa, onde diversos brasileiros teriam sido submetidos a condições degradantes de trabalho. Os dois presos são suspeitos de liderar a invasão armada do garimpo, impondo grave ameaça com o uso de armas de fogo para obrigar os garimpeiros a extraírem ouro sob regime de trabalho forçado, em jornadas exaustivas, sem comunicação externa, sem possibilidade de fuga e sob constante ameaça de morte, inclusive com armas apontadas para suas cabeças. Há indícios de que a ação resultou no assassinato de uma das vítimas. A extradição foi realizada com base no Tratado de Extradição entre o Brasil e a França (Decreto nº 5.258/2004), após a decretação da prisão preventiva em território estrangeiro. Com a entrega formal dos presos, a PF dará prosseguimento aos trâmites legais junto à Justiça Federal da 1ª Região, responsável pelo julgamento dos acusados. Ascom/PF
PF prende, no Oiapoque/AP, dois foragidos internacionais acusados de trabalho escravo e homicídio na Guiana Francesa
Os indivíduos foram encaminhados à Delegacia da PF no Oiapoque para os procedimentos, e permanecem à disposição da Justiça.
Oiapoque/AP. A Polícia Federal, em ação que contou com o Núcleo de Cooperação Internacional da PF no Amapá, realizou, na manhã desta quarta-feira, 11/7, a extradição de dois foragidos da justiça brasileira, acusados de formação de organização criminosa, redução à condição análoga à de escravo, homicídio qualificado e tráfico internacional de armas.
Os indivíduos foram entregues às autoridades brasileiras por agentes do Centre Pénitentiaire de Remire-Montjoly, na ponte binacional localizada no município de Oiapoque, na divisa entre o Brasil e a Guiana Francesa.
Ambos estavam foragidos desde abril de 2024 e foram localizados em território francês. Eles figuravam na lista de foragidos internacionais da Interpol, por meio de difusão vermelha, e foram alvos da Operação Boulanger, deflagrada para desarticular uma organização criminosa transnacional que atuava na fronteira norte do Brasil e na Guiana Francesa.
As investigações apontam que os crimes tiveram início na cidade de Oiapoque/AP e se estenderam ao garimpo Boulanger, na Guiana Francesa, onde diversos brasileiros teriam sido submetidos a condições degradantes de trabalho. Os dois presos são suspeitos de liderar a invasão armada do garimpo, impondo grave ameaça com o uso de armas de fogo para obrigar os garimpeiros a extraírem ouro sob regime de trabalho forçado, em jornadas exaustivas, sem comunicação externa, sem possibilidade de fuga e sob constante ameaça de morte, inclusive com armas apontadas para suas cabeças. Há indícios de que a ação resultou no assassinato de uma das vítimas.
A extradição foi realizada com base no Tratado de Extradição entre o Brasil e a França (Decreto nº 5.258/2004), após a decretação da prisão preventiva em território estrangeiro. Com a entrega formal dos presos, a PF dará prosseguimento aos trâmites legais junto à Justiça Federal da 1ª Região, responsável pelo julgamento dos acusados.
Ascom/PF
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