Governo do Amapá lança campanha "Zero Bicos Artificiais" sobre riscos de mamadeiras na amamentação . Iniciativa promovida no Hospital da Mulher Mãe Luzia, em Macapá, é parte da programação do Agosto Dourado, dedicado à conscientização sobre o aleitamento materno.. O Governo do Amapá lançou nesta segunda-feira, 11, a campanha “Zero Bicos Artificiais”, como parte da programação do Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização sobre a importância do aleitamento materno. A ação que aconteceu no Hospital da Mulher Mãe Luzia, em Macapá, visa conscientizar profissionais de saúde e mães sobre os prejuízos que mamadeiras, chupetas e outros bicos artificiais podem causar ao processo de amamentação. Durante a atividade, equipes percorreram as enfermarias da maternidade para conversar com puérperas e familiares sobre a importância do aleitamento materno exclusivo até os seis meses e continuado até dois anos ou mais. Foram repassadas orientações sobre como superar dificuldades na amamentação e alternativas mais seguras para a oferta do leite materno, como o uso de copinhos. Selma Medeiros Souza, mãe de um recém-nascido Foto: Gabriel Maciel/Sesa No berçário, Selma Medeiros Souza, mãe de um recém-nascido, disse que a visita da equipe reforçou a importância de manter o bebê no peito. “Nosso leite materno tem todos os nutrientes, água e vitaminas que ele precisa. Mamar somente no peito, evitando bicos artificiais, mamadeira e chuquinha, é fundamental até os seis meses”, afirmou. O leite materno é considerado um alimento completo e capaz de reduzir em até 13% as mortes por causas evitáveis na primeira infância, segundo o Ministério da Saúde. Mães e equipe receberam orientações sobre como superar dificuldades na amamentação Foto: Gabriel Maciel/Sesa A coordenadora do Banco de Leite Humano, Fadianne Soares, explica que o uso de bicos artificiais está relacionado à problemas na sucção, confusão de bicos e até ao desmame precoce. Fadianne Soares, coordenadora do Banco de Leite Humano Foto: Gabriel Maciel/Sesa “Essa campanha surgiu da necessidade de orientar as mães e também capacitar os profissionais. Ainda ouvimos relatos de introdução de mamadeiras e chupetas nos primeiros meses, muitas vezes por hábito familiar ou dificuldade de amamentar. Nosso papel é oferecer apoio para que a amamentação seja mantida”, reforçou a coordenadora. Além da ação nas enfermarias, o Banco de Leite Humano realizará ao longo do mês diversas capacitações sobre apoio à amamentação, Iniciativa Hospital Amigo da Criança, papel do nutricionista, fonoaudiologia e odontopediatria no aleitamento. Perpétua Tenório, pediatra neonatologista Foto: Gabriel Maciel/Sesa De acordo com a pediatra neonatologista Perpétua Tenório, além de interferir na sucção, bicos artificiais podem aumentar o risco de infecções. “O bebê precisa apenas do seio materno nos primeiros seis meses. Mamadeiras e chupetas atrapalham, confundem e podem transmitir doenças se não forem bem higienizadas. O bico é um dos principais inimigos da amamentação”, alertou. Rosilda Costa, técnica de enfermagem Foto: Gabriel Maciel/Sesa A campanha também chama atenção para o fato de que qualquer propaganda ou promoção de bicos artificiais ou fórmulas substitutivas do leite materno em serviços de saúde é proibida por lei no Brasil, com possibilidade de responsabilização dos envolvidos. A técnica de enfermagem Rosilda Costa lembra que a conscientização diária é fundamental. “Ainda vemos mães oferecendo chupetas no hospital, mas, quando orientadas, entendem os riscos e deixam de usar. É um trabalho constante”, reforçou. Por Karla Marques
Governo do Amapá lança campanha "Zero Bicos Artificiais" sobre riscos de mamadeiras na amamentação
Iniciativa promovida no Hospital da Mulher Mãe Luzia, em Macapá, é parte da programação do Agosto Dourado, dedicado à conscientização sobre o aleitamento materno.
O Governo do Amapá lançou nesta segunda-feira, 11, a campanha “Zero Bicos Artificiais”, como parte da programação do Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização sobre a importância do aleitamento materno. A ação que aconteceu no Hospital da Mulher Mãe Luzia, em Macapá, visa conscientizar profissionais de saúde e mães sobre os prejuízos que mamadeiras, chupetas e outros bicos artificiais podem causar ao processo de amamentação.
Durante a atividade, equipes percorreram as enfermarias da maternidade para conversar com puérperas e familiares sobre a importância do aleitamento materno exclusivo até os seis meses e continuado até dois anos ou mais. Foram repassadas orientações sobre como superar dificuldades na amamentação e alternativas mais seguras para a oferta do leite materno, como o uso de copinhos.

Selma Medeiros Souza, mãe de um recém-nascido
Foto: Gabriel Maciel/Sesa
No berçário, Selma Medeiros Souza, mãe de um recém-nascido, disse que a visita da equipe reforçou a importância de manter o bebê no peito.
“Nosso leite materno tem todos os nutrientes, água e vitaminas que ele precisa. Mamar somente no peito, evitando bicos artificiais, mamadeira e chuquinha, é fundamental até os seis meses”, afirmou.
O leite materno é considerado um alimento completo e capaz de reduzir em até 13% as mortes por causas evitáveis na primeira infância, segundo o Ministério da Saúde.

Mães e equipe receberam orientações sobre como superar dificuldades na amamentação
Foto: Gabriel Maciel/Sesa
A coordenadora do Banco de Leite Humano, Fadianne Soares, explica que o uso de bicos artificiais está relacionado à problemas na sucção, confusão de bicos e até ao desmame precoce.

Fadianne Soares, coordenadora do Banco de Leite Humano
Foto: Gabriel Maciel/Sesa
“Essa campanha surgiu da necessidade de orientar as mães e também capacitar os profissionais. Ainda ouvimos relatos de introdução de mamadeiras e chupetas nos primeiros meses, muitas vezes por hábito familiar ou dificuldade de amamentar. Nosso papel é oferecer apoio para que a amamentação seja mantida”, reforçou a coordenadora.
Além da ação nas enfermarias, o Banco de Leite Humano realizará ao longo do mês diversas capacitações sobre apoio à amamentação, Iniciativa Hospital Amigo da Criança, papel do nutricionista, fonoaudiologia e odontopediatria no aleitamento.

Perpétua Tenório, pediatra neonatologista
Foto: Gabriel Maciel/Sesa
De acordo com a pediatra neonatologista Perpétua Tenório, além de interferir na sucção, bicos artificiais podem aumentar o risco de infecções.
“O bebê precisa apenas do seio materno nos primeiros seis meses. Mamadeiras e chupetas atrapalham, confundem e podem transmitir doenças se não forem bem higienizadas. O bico é um dos principais inimigos da amamentação”, alertou.

Rosilda Costa, técnica de enfermagem
Foto: Gabriel Maciel/Sesa
A campanha também chama atenção para o fato de que qualquer propaganda ou promoção de bicos artificiais ou fórmulas substitutivas do leite materno em serviços de saúde é proibida por lei no Brasil, com possibilidade de responsabilização dos envolvidos.
A técnica de enfermagem Rosilda Costa lembra que a conscientização diária é fundamental. “Ainda vemos mães oferecendo chupetas no hospital, mas, quando orientadas, entendem os riscos e deixam de usar. É um trabalho constante”, reforçou.
Por Karla Marques
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