Seminário de educação especial e inclusiva debate Libras e inclusão escolar em Santana/AP. Evento organizado pela Escola Estadual Profº Baroso Tostes recebeu professores, estudantes, familiares e especialistas em educação inclusiva para discutir a valorização da Língua Brasileira de Sinais (Libras).. O auditório da Escola Estadual Augusto Antunes, em Santana, foi palco do debate sobre educação inclusiva na manhã do último sábado, 4, durante o Seminário Educação Especial e Inclusiva: "LIBRAS? Que língua é essa?". O evento reuniu professores, estudantes, familiares e especialistas para refletir sobre o papel da Libras na construção de uma educação mais justa e acessível. A cerimônia de abertura contou com o hino nacional brasileiro, interpretado em Libras, e teve a participação de autoridades e representantes da educação especial, incluindo o diretor da Escola Estadual Prof º José Barroso Tostes, Carliendell Magalhães, a coordenadora do Atendimento Educacional Especializado (AEE) Joiane, a Coordenação Pedagógica professora Arvela, do Núcleo de Educação Especial (Nees) Delma Quaresma, do presidente da Associação Amapaense de Surdos (Asaps) Matheus Fonseca, e representantes do Centro de Atendimento ao Surdo (CAS). A interpretação simultânea em Libras foi realizada por Patrícia Nascimento, Tiago Natan, Kairon Almeida e Pamela Lima. Houve mesa-redonda, debates, seminários que destacaram a importância da Libras e da educação especial e inclusiva nas escolas Foto: Breno Pantoja/Seed Em sua fala, a representante do Nees da Secretaria de Estado da Educação (Seed), Delma Quaresma, destacou o avanço da educação inclusiva no Amapá. Delma Quaresma Foto: Breno Pantoja/Seed “Eventos assim são fundamentais para melhorar o atendimento aos alunos e a formação dos profissionais. A inclusão não é fácil, mas estamos construindo esse processo ao longo dos anos. Hoje, professores buscam se capacitar, a secretaria promove acesso a formações e tecnologias, e toda essa troca de experiências fortalece a educação inclusiva”, afirmou. O gestor da Escola Prof º José Barroso Tostes, Carliendell Magalhães reforçou a necessidade de transformar a realidade das escolas. O gestor da Escola Barroso Tostes, Carliendell Magalhães Foto: Breno Pantoja/Seed “Nossas escolas ainda estão distantes de serem plenamente inclusivas, mas iniciativas como esta ajudam a construir bases sólidas. O primeiro passo é reconhecer a necessidade de aprender e aplicar essas orientações no cotidiano escolar, tornando cada vez mais acessível a educação para todos”, destacou Carliendell. O seminário trouxe ainda palestras e debates sobre temas centrais para a comunidade surda. O professor Matheus Fonseca, presidente da ASAPS, abordou a importância da Libras e da inclusão educacional, ressaltando que os alunos surdos possuem total capacidade intelectual e precisam de respeito e acessibilidade. “Estamos juntos nessa luta. A Libras é a língua da nossa cultura e precisa estar presente em todas as escolas. É um direito do surdo e um dever de todos nós enquanto sociedade”, concluiu Matheus Fonseca. Matheus Fonseca, presidente da Associação Amapaense de Surdos Foto: Breno Pantoja/Seed A doutora Miriam Maia Foto: Breno Pantoja/Seed A doutora Miriam Maia, especialista em linguística e educação de surdos, discutiu os processos de letramento de surdos e a importância da Libras no diálogo com a língua portuguesa, destacando que a apropriação da Libras deve ocorrer desde cedo, no convívio social e familiar, para garantir a formação plena do estudante. O evento contou ainda com uma mesa-redonda intitulada “Educação de Surdos: Sinalizando Trajetórias de Lutas e Conquistas de Surdos Amapaenses”, que reuniu profissionais da educação e da comunidade surda para compartilhar experiências e desafios enfrentados ao longo do tempo. Mesa-redonda intitulada “Educação de Surdos: Sinalizando Trajetórias de Lutas e Conquistas de Surdos Amapaenses” Foto: Breno Pantoja/Seed Entre os participantes estavam o professor Hegon Favacho da Universidade Federal do Amapá (Unifap), a pedagoga e bancária Dayse Toscano, Ana Paula Vasconcelos professora de Libras da Unifap e José Ronaldo Carvalho, professor de Libras no Senac. Afonso Assunção e o filho, Luís Fernando Foto: Breno Pantoja/Seed Pais e familiares também puderam compartilhar experiências. Afonso Assunção, pai de Luís Fernando, de 16 anos, estudante surdo, destacou a importância de momentos como esse. “Participar de um evento como este tem uma representatividade enorme. A inclusão precisa começar desde o pré-escolar e se estender por toda a trajetória escolar. Precisamos de profissionais capacitados, de intérpretes e professores surdos para garantir que nossos filhos tenham acesso pleno à educação", destacou o pai. O seminário também reforçou o conhecimento sobre legislação relacionada à Libras e à educação inclusiva, incluindo a Lei Federal n.º 10.436/2002, que reconhece a Libras como meio legal de comunicação, e legislações complementares que tratam da educação especial e da formação de tradutores e intérpretes. Ao longo da manhã, professores, alunos e familiares participaram de palestras, debates e trocas de experiência, reforçando a importância da Libras como ferramenta de inclusão e transformação social. Os organizadores ressaltaram que eventos como este são essenciais para ampliar a conscientização da sociedade sobre a comunidade surda e fortalecer a educação inclusiva em todo o estado. Por Breno Pantoja
Seminário de educação especial e inclusiva debate Libras e inclusão escolar em Santana/AP
Evento organizado pela Escola Estadual Profº Baroso Tostes recebeu professores, estudantes, familiares e especialistas em educação inclusiva para discutir a valorização da Língua Brasileira de Sinais (Libras).
O auditório da Escola Estadual Augusto Antunes, em Santana, foi palco do debate sobre educação inclusiva na manhã do último sábado, 4, durante o Seminário Educação Especial e Inclusiva: "LIBRAS? Que língua é essa?". O evento reuniu professores, estudantes, familiares e especialistas para refletir sobre o papel da Libras na construção de uma educação mais justa e acessível.
A cerimônia de abertura contou com o hino nacional brasileiro, interpretado em Libras, e teve a participação de autoridades e representantes da educação especial, incluindo o diretor da Escola Estadual Prof º José Barroso Tostes, Carliendell Magalhães, a coordenadora do Atendimento Educacional Especializado (AEE) Joiane, a Coordenação Pedagógica professora Arvela, do Núcleo de Educação Especial (Nees) Delma Quaresma, do presidente da Associação Amapaense de Surdos (Asaps) Matheus Fonseca, e representantes do Centro de Atendimento ao Surdo (CAS). A interpretação simultânea em Libras foi realizada por Patrícia Nascimento, Tiago Natan, Kairon Almeida e Pamela Lima.

Houve mesa-redonda, debates, seminários que destacaram a importância da Libras e da educação especial e inclusiva nas escolas
Foto: Breno Pantoja/Seed
Em sua fala, a representante do Nees da Secretaria de Estado da Educação (Seed), Delma Quaresma, destacou o avanço da educação inclusiva no Amapá.

Delma Quaresma
Foto: Breno Pantoja/Seed
“Eventos assim são fundamentais para melhorar o atendimento aos alunos e a formação dos profissionais. A inclusão não é fácil, mas estamos construindo esse processo ao longo dos anos. Hoje, professores buscam se capacitar, a secretaria promove acesso a formações e tecnologias, e toda essa troca de experiências fortalece a educação inclusiva”, afirmou.
O gestor da Escola Prof º José Barroso Tostes, Carliendell Magalhães reforçou a necessidade de transformar a realidade das escolas.

O gestor da Escola Barroso Tostes, Carliendell Magalhães
Foto: Breno Pantoja/Seed
“Nossas escolas ainda estão distantes de serem plenamente inclusivas, mas iniciativas como esta ajudam a construir bases sólidas. O primeiro passo é reconhecer a necessidade de aprender e aplicar essas orientações no cotidiano escolar, tornando cada vez mais acessível a educação para todos”, destacou Carliendell.
O seminário trouxe ainda palestras e debates sobre temas centrais para a comunidade surda. O professor Matheus Fonseca, presidente da ASAPS, abordou a importância da Libras e da inclusão educacional, ressaltando que os alunos surdos possuem total capacidade intelectual e precisam de respeito e acessibilidade.
“Estamos juntos nessa luta. A Libras é a língua da nossa cultura e precisa estar presente em todas as escolas. É um direito do surdo e um dever de todos nós enquanto sociedade”, concluiu Matheus Fonseca.

Matheus Fonseca, presidente da Associação Amapaense de Surdos
Foto: Breno Pantoja/Seed

A doutora Miriam Maia
Foto: Breno Pantoja/Seed
A doutora Miriam Maia, especialista em linguística e educação de surdos, discutiu os processos de letramento de surdos e a importância da Libras no diálogo com a língua portuguesa, destacando que a apropriação da Libras deve ocorrer desde cedo, no convívio social e familiar, para garantir a formação plena do estudante.
O evento contou ainda com uma mesa-redonda intitulada “Educação de Surdos: Sinalizando Trajetórias de Lutas e Conquistas de Surdos Amapaenses”, que reuniu profissionais da educação e da comunidade surda para compartilhar experiências e desafios enfrentados ao longo do tempo.

Mesa-redonda intitulada “Educação de Surdos: Sinalizando Trajetórias de Lutas e Conquistas de Surdos Amapaenses”
Foto: Breno Pantoja/Seed
Entre os participantes estavam o professor Hegon Favacho da Universidade Federal do Amapá (Unifap), a pedagoga e bancária Dayse Toscano, Ana Paula Vasconcelos professora de Libras da Unifap e José Ronaldo Carvalho, professor de Libras no Senac.

Afonso Assunção e o filho, Luís Fernando
Foto: Breno Pantoja/Seed
Pais e familiares também puderam compartilhar experiências. Afonso Assunção, pai de Luís Fernando, de 16 anos, estudante surdo, destacou a importância de momentos como esse.
“Participar de um evento como este tem uma representatividade enorme. A inclusão precisa começar desde o pré-escolar e se estender por toda a trajetória escolar. Precisamos de profissionais capacitados, de intérpretes e professores surdos para garantir que nossos filhos tenham acesso pleno à educação", destacou o pai.
O seminário também reforçou o conhecimento sobre legislação relacionada à Libras e à educação inclusiva, incluindo a Lei Federal n.º 10.436/2002, que reconhece a Libras como meio legal de comunicação, e legislações complementares que tratam da educação especial e da formação de tradutores e intérpretes.
Ao longo da manhã, professores, alunos e familiares participaram de palestras, debates e trocas de experiência, reforçando a importância da Libras como ferramenta de inclusão e transformação social. Os organizadores ressaltaram que eventos como este são essenciais para ampliar a conscientização da sociedade sobre a comunidade surda e fortalecer a educação inclusiva em todo o estado.
Por Breno Pantoja
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