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Governo do Amapá promove ações educativas sobre identidade e cultura afro-brasileira na Escola Reinaldo Damasceno, em Macapá
Por: Marcio Bezerra -


Governo do Amapá promove ações educativas sobre identidade e cultura afro-brasileira na Escola Reinaldo Damasceno, em Macapá

As ações ocorreram ao longo do mês, abordando resistência, igualdade racial e combate ao racismo estrutural, e encerraram nesta sexta-feira, 28, com programação educativa e cultural na quadra da unidade.

Apresentações da cultura negra, palestras, rodas de conversa, brincadeiras e a distribuição de chocolates e brindes fizeram parte da programação alusiva ao Dia da Consciência Negra na Escola Estadual Reinaldo Damasceno, em Macapá, nesta sexta-feira, 28. A iniciativa integra as ações afirmativas do componente curricular Arte, promovidas pelo Governo do Amapá na rede pública de ensino.

O evento encerra uma série de atividades realizadas na unidade durante todo o mês, com debates e reflexões em sala de aula para conscientizar os estudantes sobre a importância da identidade, resistência e valorização da cultura afro-brasileira.

Elizângela Matos, diretora da Escola Reinaldo Damasceno, em Macapá
Elizângela Matos, diretora da Escola Reinaldo Damasceno, em Macapá
Foto: Divulgação

“Hoje estamos realizando a culminância do projeto que desenvolvemos durante todo o mês. Os estudantes trabalharam conteúdos e reflexões relacionados à Consciência Negra, que é um momento cultural e social extremamente importante para nossa sociedade”, destacou a diretora Elizângela Matos.

A programação iniciou às 14h, na quadra da escola, com a apresentação de “Brasil Negro”, interpretada por Marcos Fernandes, que também cantou músicas populares amapaenses. Em seguida, ocorreu o Baluarte Cultural, com o tema “Ser Jovem na Amazônia”, mediado pelo professor José Simão C. S. Júnior e com palestra da professora Ana Carolina Magalhães.

Coordenador das atividades, o professor de Arte Antônio Lima ressaltou que o objetivo central foi estimular o reconhecimento da identidade negra entre os estudantes. 

“É um dia para celebrar e refletir. Desenvolvemos o projeto Princesa Negra para incentivar os alunos a reconhecerem seu valor dentro da sociedade. Realizamos uma roda de conversa com turmas do oitavo ano, promovendo conscientização e valorização da nossa cultura e identidade", disse.

Professor de Arte Antônio Lima, coordenador do projeto
Professor de Arte Antônio Lima, coordenador do projeto
Foto: Divulgação

Após a palestra e a roda de conversa, os estudantes participaram de um jogo de perguntas e respostas. A cada acerto, uma caixa de chocolate ou um brinde era entregue. As perguntas giravam em torno da temática da Consciência Negra, transformando o momento em uma competição leve e animada. Mãos levantadas, gritos de “eu sei!” e sorrisos criaram um ambiente de aprendizado afetivo e alegria coletiva.

Também foram apresentadas expressões tradicionais como o Maculelê, dança afro-indígena marcada por forte simbologia ancestral, Marabaixo, Carimbó e a Capoeira, arte-luta reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, reforçando a resistência, a história e a identidade do povo negro.

Estudantes apresentaram danças e manifestações da cultura afro-brasileira
Estudantes apresentaram danças e manifestações da cultura afro-brasileira
Foto: Divulgação

Dia da Consciência Negra

O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, é dedicado à reflexão sobre a história, a resistência e as contribuições do povo negro no Brasil. A data marca a morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, assassinado em 1695 e reconhecido como símbolo de luta pela liberdade, igualdade e direitos da população negra.

Além de homenagear Zumbi, o Dia da Consciência Negra destaca figuras históricas e contemporâneas do movimento negro, estimula o debate sobre políticas afirmativas e fortalece práticas de educação antirracista em escolas e instituições públicas.

Com ações como esta, o Governo do Amapá reafirma o compromisso com uma educação pública inclusiva, plural e comprometida com a construção de uma sociedade mais justa. Ao incentivar projetos que valorizam a história e a identidade do povo negro, o Estado fortalece práticas pedagógicas antirracistas e promove o respeito à diversidade como princípio fundamental para a formação cidadã das novas gerações.

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