Leia a Notícia

  • Home
  • Leia a Notícia
Crédito: Kelson Balieiro/Seed
Oficina de Artesanato Religioso promove inclusão, cultura e ancestralidade na Escola Estadual Antônio Castro
Por: Breno Pantoja -


Oficina de Artesanato Religioso promove inclusão, cultura e ancestralidade na Escola Estadual Antônio Castro

Projeto reúne estudantes do 6º ao 9º ano da Escola Estadual Antônio Castro, que produziram peças em cerâmica inspiradas em símbolos africanos e indígenas. Mostra ficará aberta na escola e depois segue para a Casa do Artesão.

O barro nas mãos transformaram a rotina de 35 estudantes da Escola Estadual Antônio Castro, no bairro Zerão, em Macapá. Ao longo das oficinas de artesanato religioso, os alunos deixaram o celular de lado para experimentar a cerâmica como ferramenta de identidade e ancestralidade, produzindo vasos, urnas e peças inspiradas em grafismos africanos, indígenas e adinkras. As oficinas ministradas por Marcides de Oliveira e a esposa Josi Silva tiveram início no dia 29 de setembro.

No dia 12 de dezembro, a escola realiza a exposição das obras, aberta à comunidade. Depois, as peças seguem para uma temporada de 20 dias na Casa do Artesão, no Centro da capital, ampliando a visibilidade do trabalho desenvolvido pelos estudantes. A ação integra o edital n. 003/2024 da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), financiado com recursos da Lei Aldir Blanc, e é conduzida em parceria com o Centro Cultural Maracá.

Manualidade, identidade e inclusão

A oficina reúne há cerca de 35 anos alunos da instituição do 6° ao 9° ano
A oficina reúne há cerca de 35 anos alunos da instituição do 6° ao 9° ano
Foto: Breno Pantoja/Seed

A professora de História e facilitadora da oficina, Mikaela Morena, explica que o projeto nasce de uma proposta pedagógica que une educação das relações étnico-raciais, história e reconexão com as raízes amazônicas, africanas e afro-amapaenses.

“Eu pauto o meu ofício por uma questão ontológica voltada à educação das relações étnico-raciais. Acredito muito no reencantamento de si a partir da história indígena, africana e afro-amapaense. A cerâmica é uma tecnologia ancestral, e trabalhar isso com os alunos abre outras possibilidades pedagógicas e sensoriais”, destacou a professora. 

A professora de História e facilitadora da oficina, Mikaela Morena
A professora de História e facilitadora da oficina, Mikaela Morena
Foto: Breno Pantoja/Seed

A educadora relata ainda que estudantes com deficiência participaram das atividades, produzindo peças em alto-relevo para favorecer o tato e a autonomia.

“Ver esses meninos concentrados, com prazer em aprender e criar, é fundamental. A escola é para todos, e o projeto cresceu pelo interesse genuíno deles”, completou Mikaela.

Cultura e aprendizado pelas mãos

Para muitos alunos, o contato com a cerâmica foi pela primeira vez. A estudante Nayane Leonor, de 15 anos, conta que descobriu novas habilidades e se conectou com elementos culturais que não conhecia.

“Eu gostei muito de aprender a fazer vasos e sair mais do celular. Aprendi sobre símbolos adinkras, que eu nem sabia o que eram, e também grafismos africanos. Faz parte da nossa cultura”, relatou a estudante.

A estudante do 9° ano, Nayane Leonor
A estudante do 9° ano, Nayane Leonor
Foto: Breno Pantoja/Seed

Valorização da arte e possibilidade de expansão

Durante visita à escola, o secretário de Estado da Educação, Paulo Lemos, destacou a importância da iniciativa e afirmou que a oficina pode se tornar um projeto piloto na rede estadual. O secretário elogiou o trabalho da equipe escolar e parabenizou os estudantes participantes.

“É muito importante ver arte e cultura aqui na escola Antônio Castro. As crianças deixaram o celular de lado por horas para produzir arte e trabalhar com a argila, nosso barro. Vamos estudar a possibilidade de implantar isso como projeto piloto aqui e depois irradiar para outras escolas”, afirmou Lemos.

O secretário de Estado da Educação, Paulo Lemos
O secretário de Estado da Educação, Paulo Lemos
Foto: Breno Pantoja/Seed

Projeto viabilizado pela Lei Aldir Blanc

O produtor cultural Vampiro Zolu, do Centro Cultural Maracá, detalhou a execução do projeto a partir do edital da PNAB.

“Esse projeto foi habilitado e aprovado no edital 003/2024, com recursos da Lei Aldir Blanc, que hoje fortalece o apoio à cultura em nível nacional. Trabalhamos referências de diversas etnias africanas e indígenas, transportadas para as urnas e vasos produzidos pelos alunos”, explicou Zolu.

Os artesanatos feitos pelos estudantes
Os artesanatos feitos pelos estudantes
Foto: Breno Pantoja/Seed

Mais participação do que o previsto

Prevista inicialmente para 20 estudantes, a oficina envolveu cerca de 35 alunos do 6º ao 9º ano, todos do turno da manhã. O crescimento espontâneo da turma demonstrou o potencial da arte como ferramenta de engajamento, inclusão e formação cultural.

As oficinas são ministradas Marcides de Oliveira e a Esposa Josi Silva
As oficinas são ministradas Marcides de Oliveira e a Esposa Josi Silva


🔥 As notícias do dia chegam até você!
Entre no canal oficial no WhatsApp: 📲 Link de Acesso

📰 Assine Grátis o Jornal O GUARANI
Inscreva-se na nossa Newsletter e tenha o Jornal O GUARANI direto no seu WhatsApp ou e-mail.



Parceiros Quem apoia o Jornal O GUARANI
Ideal
Nei
Paladar
Casa de Carnes Lobrito
Comercial Lobrito
Governo do Amapá
Rêsto da FAB
Ideal
Paladar
Paladar
Casa de Carnes Lobrito
Comercial Lobrito
Governo do Amapá
Rêsto da FAB

Watch Live

Live Tv
Author

Polical Topic

by Robert Smith
Ouvir notícia
Pronto para ouvir Reproduzindo... Pausado