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Cultura da paz: EJAP inicia 2º módulo da formação em Justiça Restaurativa com etapa prática e prepara facilitadores para atuação
Por: Júlia Pontes -


Cultura da paz: EJAP inicia 2º módulo da formação em Justiça Restaurativa com etapa prática e prepara facilitadores para atuação

O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), por meio da Escola Judicial do Amapá (EJAP), realizou, na manhã desta segunda-feira (23), na sede da EJAP, em Macapá, o segundo módulo do Curso de Formação de Facilitadores em Círculos de Justiça Restaurativa e Construção de Paz, conduzido pelo instrutor Renato Pedrosa e voltado a participantes interessados na mediação de conflitos.

A etapa integrou a parte prática da capacitação, iniciada em dezembro de 2025 com conteúdo teórico. Durante a semana, os alunos participam de atividades presenciais nos turnos da manhã e continuam no período da tarde, com simulações, estudos de caso e preparação para aplicação dos círculos restaurativos em situações reais.

A psicóloga Adriana Baldez, do Centro de Justiça Restaurativa (Cejure/TJAP), explicou que a formação ensina a condução adequada do diálogo entre as partes.

“Hoje iniciamos o segundo módulo de formação de facilitadores em círculos de justiça restaurativa e construção de paz. Os alunos aprenderam a prática do círculo, o objetivo, a organização e a forma de tratar o público. O círculo promoveu construção de diálogo e ajudou as pessoas a se comunicarem de forma mais tranquila e a expressarem necessidades”, afirmou a servidora.

Segundo o instrutor Renato Pedrosa, neste momento os participantes estão no início do planejamento prático.

“Nessa etapa, os participantes receberam formação prática sobre planejamento do círculo, valores e etapas. Cada pessoa ainda realizará dez círculos em casos reais e só depois receberá certificação com 120 horas totais”, disse Renato sobre o curso.

O curso segue parâmetros do Conselho Nacional de Justiça e reforça a política de métodos consensuais do TJAP. A iniciativa qualifica profissionais para atuação em ambientes institucionais, familiares e comunitários, com foco em diálogo, escuta e solução pacífica de conflitos.

Sobre o Instrutor

Antonio Renato Gonçalves Pedrosa é advogado e mestre em Direito pela UFC. Além do mestrado, traz no currículo um MBA em Direito Civil e Processual Civil e especialização em Democracia, República e Movimentos Sociais.

Sua trajetória é marcada por contribuições relevantes. Participou do grupo que criou o Protocolo Nacional de Justiça Restaurativa no Brasil e escreveu diversos livros sobre o tema, inspirados no trabalho desenvolvido no Instituto Terre des Hommes. Com 26 anos de experiência na gestão de projetos sociais, Antonio atua como instrutor e facilita círculos de construção de paz.

Justiça Restaurativa

A Justiça Restaurativa é um modelo de resolução de conflitos com foco na reparação de danos e na restauração de relações, em vez de apenas punir. Por meio do diálogo voluntário entre as partes em conflito, a prática promove conscientização, responsabilização e prevenção de novos delitos, com o objetivo de fortalecer uma cultura de paz.

A Política Pública Nacional de Justiça Restaurativa, estabelecida pela Resolução CNJ nº 225/2016, assegura a consolidação da identidade e da qualidade da prática no Brasil e garante sua implementação com integridade, seriedade e compromisso institucional.



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