Leia a Notícia

  • Home
  • Leia a Notícia
Juliana Carrillo Vieira (OAB/SP nº 180.924) – advogada, filha de médico
Transparência seletiva não protege instituições — as fortalece
Por: Juliana Carrillo Vieira - OAB/SP nº 180.924 -


Transparência seletiva não protege instituições — as fortalece

O ministro do STF Flávio Dino cobrou, em caso recente, documentos e explicações objetivas sobre repasses de emendas parlamentares a uma fundação ligada à Igreja Batista da Lagoinha. O ponto central não foi a religião. Foi a rastreabilidade do dinheiro público e a suficiência das justificativas apresentadas. (Agência Brasil)

Esse padrão de exigência não nasceu do nada. Há anos o STF vem determinando mais transparência e rastreabilidade na execução de emendas, com planos e regras que buscam impedir repasses sem trilha documental clara. (Serviços e Informações do Brasil)

Pois bem. Quando médicas e médicos pedem algo semelhante para o CREMESP, a repercussão não acompanha o tamanho do tema.

O CREMESP não é uma entidade pequena. Segundo dados divulgados pelo próprio Conselho, em 2024 o Estado contava com 166.415 médicos registrados. (CREMESP) E, em prestação de contas recente, o Conselho informou arrecadação de R$ 311,7 milhões em 2025 e R$ 272 milhões em 2024. (CREMESP)

É justamente por isso que a transparência precisa ser radicalmente objetiva: contratos, atas, notas, pagamentos, atestos, relatórios, critérios. Transparência não é slogan. É documento. É trilha. É controle.

Como advogada convidada a representar, em juízo, dois requerimentos formulados por um grupo crescente de profissionais, sustento um ponto simples: o mesmo padrão de governança exigido de terceiros deve valer dentro de casa. E, quando o assunto envolve reputação institucional, o silêncio costuma ser um péssimo assessor.

O primeiro eixo é o financeiro: ampliar a rastreabilidade de rubricas e contratos, com documentos que permitam auditoria e verificação externa.

O segundo eixo é o institucional: medidas de integridade quando um ocupante de função jurídica estratégica é associado, no debate público, a um processo criminal em andamento, com audiência designada para agosto de 2026. Pedir avaliação cautelar não é condenar. É aplicar governança. É prevenir dano reputacional e risco de captura institucional.

Há ainda um terceiro ponto, humano e gravíssimo, que exige cuidado: a situação de uma mulher vulnerável citada no processo. Médicas e médicos querem saber se ela está viva, protegida e acompanhada — sem expor endereço, sem espetáculo, sem revitimização. Isso é compatível com a LGPD e com o dever de proteção: é possível informar status de salvaguarda, existência de curadoria, acompanhamento social e canal formal para esclarecimentos, sem divulgar dados sensíveis.

No fim, a pergunta não é “por que a imprensa fala mais de um caso do que de outro?”. A pergunta correta é: por que aceitar dois pesos e duas medidas para a mesma obrigação pública de transparência?

Instituições sólidas não temem a rastreabilidade. Elas a usam para proteger a marca, a confiança social e a própria missão.



🔥 As notícias do dia chegam até você!
Entre no canal oficial no WhatsApp: 📲 Link de Acesso

📰 Assine Grátis o Jornal O GUARANI
Inscreva-se na nossa Newsletter e tenha o Jornal O GUARANI direto no seu WhatsApp ou e-mail.


Parceiros Quem apoia o Jornal O GUARANI
Ideal
Nei
Paladar
Casa de Carnes Lobrito
Comercial Lobrito
Governo do Amapá
Rêsto da FAB
Ideal
Paladar
Paladar
Casa de Carnes Lobrito
Comercial Lobrito
Governo do Amapá
Rêsto da FAB

Watch Live

Live Tv
Author

Polical Topic

by Robert Smith
Ouvir notícia
Pronto para ouvir Reproduzindo... Pausado