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Evandro Vilhena/Seed
Governo do Amapá reúne cerca de 170 representantes de escolas quilombolas estaduais para discutir educação afrocentrada


Governo do Amapá reúne cerca de 170 representantes de escolas quilombolas estaduais para discutir educação afrocentrada

Evento acontece nesta quinta-feira, 7, no Museu Sacaca, em Macapá.

O Governo do Amapá realiza, nesta quinta-feira, 7, o 7º Encontro de Gestores Quilombolas das escolas estaduais, no auditório do Museu Sacaca, em Macapá. O evento conta com uma extensa programação e reúne cerca de 170 diretores, coordenadores e professores para discutir o papel da gestão escolar na educação afrocentrada.

O encontro é promovido pela Secretaria de Estado da Educação (Seed) e oferece oito painéis com temas como currículo afrocentrado, indicadores educacionais, gestão escolar e antirracismo. O objetivo é promover o diálogo entre técnicos e a comunidade escolar, abordando pautas educacionais e demandas dos territórios quilombolas.

“Compreendemos, enquanto Secretaria de Educação, que ainda precisamos avançar muito. Já tivemos muitas conquistas na melhoria dos ambientes escolares, reformas, equipamentos, materiais escolares, acesso à internet, garantia de direitos e valorização dos trabalhadores. Mas, para avançarmos ainda mais, precisamos que a educação nacional também avance. É necessário mais investimento e mais recursos para garantir a educação quilombola, indígena e dos povos das águas, das florestas e do campo. Precisamos desse esforço coletivo para construir documentos e conquistar o mesmo reconhecimento que outras políticas públicas possuem atualmente”, pontuou a secretária de Estado da Educação, Francisca Oliveira.

A presidente da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Amapá, Jozineide Araújo, afirmou que as instituições precisam se alinhar à luta antirracista e destacou o papel fundamental da educação nesse processo.

“Esse encontro é de suma importância porque a educação é a solução para muitos problemas da sociedade. Quando você se dispõe a ocupar esses espaços, impõe respeito à sociedade. É fundamental considerar as comunidades quilombolas para que nossas vozes sejam ouvidas, a voz do povo preto, dos indígenas e de toda a sociedade, em prol da coletividade”, afirmou a representante da OAB.

Além dos painéis, o Encontro de Gestores Quilombolas conta com apresentações institucionais e programações culturais de valorização ancestral, como o Marabaixo. Uma das participantes do evento é a diretora da Escola Quilombola Estadual Foz do Rio Pirativa, Nadielma Costa.

“Esse evento vem somar muito para a educação escolar quilombola. Inclusive, acredito que encontros como este deveriam ocorrer semestralmente, para ampliar o debate sobre a educação antirracista. Em nossa escola também realizamos capacitações sobre legislações e sobre tudo o que precisamos e podemos trabalhar dentro do currículo da educação escolar quilombola”, destacou a gestora.



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