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Secretaria Municipal de Saúde participa do III Seminário de Prevenção da Mortalidade Materna em Macapá
Por: Isa Duarte - Ascom Semsa -


Secretaria Municipal de Saúde participa do III Seminário de Prevenção da Mortalidade Materna em Macapá

O objetivo foi discutir o cenário atual do pré-natal na Atenção Primária, os desafios enfrentados pelos municípios e as estratégias voltadas à redução dos óbitos materno-infantis.

A Prefeitura de Macapá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), participou, na última quinta-feira, 28, do III Seminário de Prevenção da Mortalidade Materna, realizado na Faculdade Estácio FAMAP.

O evento foi promovido em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde do Amapá (SESA), Ministério Público do Estado do Amapá, o Comitê Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna, Infantil e a Fetal.

Com o tema “Evitar o evitável: o papel da Atenção Primária na redução da mortalidade materna”, o seminário reuniu representantes da Rede Alyne, gestores municipais, profissionais da saúde, acadêmicos e o corpo técnico da SEMSA, além de representantes dos municípios de Macapá, Santana, Laranjal do Jari e Porto Grande.

Representando o município de Macapá, o coordenador de Atenção Básica em Saúde (CABS/SEMSA), Vinicius Yuri Borges dos Santos, participou do painel “Do pré-natal ao puerpério: foco, fragilidades e desafios municipais”, no qual apresentou o panorama da Atenção Primária no município, destacando avanços e desafios relacionados à assistência materno-infantil.

Durante a apresentação, foram abordados temas como o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, a qualificação do pré-natal, a estratificação de risco gestacional, a busca ativa de gestantes, o pré-natal do parceiro, a educação permanente das equipes e a integração entre vigilância e assistência.

Durante o encontro, também foram apresentados dados da cobertura da Atenção Primária em Macapá, que conta atualmente com 162 equipes de Estratégia Saúde da Família, 660 Agentes Comunitários de Saúde e 71 unidades de saúde, entre Unidades Básicas de Saúde (UBS) urbanas, rurais e postos de saúde.

Entre as estratégias exitosas desenvolvidas pelo município, destaca-se a “Quarta Ouro”, iniciativa voltada à priorização do acolhimento e atendimento de gestantes nas unidades de saúde.

“A ação fortalece o acesso ao pré-natal, a realização de exames, o acompanhamento multiprofissional e a continuidade do cuidado durante a gestação, puerpério e puericultura”, destacou o coordenador de atenção básica em saúde, Vinicius Yuri.

A estratégia também contribui para o fortalecimento técnico das equipes da Atenção Primária, promovendo atualização profissional, alinhamento de fluxos e qualificação da assistência.

De acordo com dados apresentados no seminário, entre junho de 2025 e maio de 2026, a “Quarta Ouro” realizou 41.707 atendimentos, evidenciando a ampliação do acesso aos serviços de saúde e o fortalecimento do vínculo das gestantes com a rede de atenção.

Outro destaque foi o projeto “Flor de Dandara”, iniciativa voltada à redução da mortalidade materna entre mulheres negras e populações vulneráveis, com foco na promoção da equidade racial, no combate à violência obstétrica e no fortalecimento de uma assistência humanizada e integral durante o pré-natal e o puerpério.

O seminário também reforçou a importância da Rede Alyne, estratégia nacional do Ministério da Saúde voltada à reorganização da atenção materno-infantil no Sistema Único de Saúde (SUS), promovendo a integração entre Atenção Primária, vigilância em saúde, maternidades e serviços especializados.

Dados apontam a redução dos óbitos maternos em Macapá, nos últimos anos. Segundo o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), o município registrou 11 óbitos em 2021, reduzindo para 4 em 2022. Em 2023 foram registrados 8 óbitos, seguidos de 7 em 2024 e 4 óbitos em 2025, evidenciando o impacto das estratégias de fortalecimento da Atenção Primária, da vigilância em saúde e da qualificação da assistência materno-infantil.

O encontro reforçou a importância da integração entre municípios, Estado e instituições parceiras para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde materna, destacando a necessidade de ampliar o acesso ao pré-natal qualificado, fortalecer a vigilância dos óbitos e garantir assistência integral e humanizada às gestantes e recém-nascidos.

Prevenir a mortalidade materna é um compromisso coletivo. Toda mulher merece vivenciar a maternidade com segurança, cuidado e dignidade.



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