Operação Mulher Segura prende mais de 40 agressores e concede 71 medidas protetivas em 10 dias
Ação contou com forças policiais integradas atuando de forma preventiva, ostensiva e repressiva em diversos municípios do estado.
Com uma diretriz de tolerância zero aos agressores e proteção integral da vida, o Governo do Amapá obteve resultados enérgicos no combate à violência doméstica e de gênero. É o que aponta o relatório da Operação Mulher Segura, divulgado nesta quarta-feira, 10, pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
Desde o dia 1º de junho, foram mais de 40 homens presos por diferentes tipos de violência contra a mulher. E para inserir as vítimas nos mecanismos de defesa e amparo do Estado, também foram registrados 201 boletins de ocorrência e 71 medidas protetivas de urgência concedidas.
“É uma mensagem clara e pedagógica, de que aqui no Amapá os agressores de mulheres não têm vez, e é prioridade da gestão liderada pelo governador Clécio Luís tanto o combate enfático a todas as formas de violência, quanto o amparo e encaminhamento das vítimas para fora de situações de vulnerabilidade”, destacou o secretário da Sejusp, Cézar Vieira.
A operação, realizada em conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) contou com ações de atendimento humanizado, prevenção qualificada e produção de dados estratégicos nos 16 municípios para subsidiar políticas públicas. Segundo a diretora de Policiamento Especializado da Polícia Civil, Joseane Carvalho, Macapá, Santana, Oiapoque e Laranjal do Jari concentraram os principais registros.
“Realizamos ações contundentes de enfrentamento à violência contra as nossas mulheres e meninas. Para que as forças policiais continuem chegando a quem mais precisa, o ano todo, é essencial que a sociedade denuncie, participe e ajude a romper com o silêncio de quem sofre dentro de casa”, enfatizou a delegada.
Resgate e libertação em região ribeirinha
Uma das ocorrências de maior complexidade no âmbito da Operação Mulher Segura foi o resgate de uma mulher de 31 anos mantida sob cárcere privado e tortura sistemática junto com os dois filhos em região ribeirinha de difícil acesso conhecida como Rio Fugido.
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A ação, coordenada pela Sejusp, empregou embarcação e aeronave do Grupo Tático Aéreo (GTA) para assegurar o elemento surpresa, dado o comportamento acentuadamente violento do autor, de 34 anos, que investiu contra a equipe e foi neutralizado no local. A família foi acolhida na Casa da Mulher Brasileira até a localização dos familiares.
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