Museu das Artes de Macapá recebe exposição pedagógica sobre valorização da população negra
Promovida por acadêmicos de Pedagogia, a programação destaca histórias, memórias e contribuições dos povos negros para a formação da sociedade amazônica
O Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras de Macapá recebeu, nesta terça-feira , 9, a exposição pedagógica “Sankofa no Chão da Escola: Histórias que os Livros não Contam”, realizada por acadêmicos do 7º semestre do curso de Licenciatura Plena em Pedagogia do Centro Universitário Meta. A iniciativa contou com a parceria da Prefeitura de Macapá, por meio do Instituto Municipal de Promoção da Igualdade Racial (IMPROIR).
O objetivo da programação foi promover a valorização da população negra e ampliar o debate sobre sua contribuição para a formação social, cultural e econômica da Amazônia amapaense. Durante o evento, o público teve acesso a exposições de banners, apresentações culturais, jogos pedagógicos e rodas de discussão sobre a temática.
Para a diretora-presidente do IMPROIR, Elisia Congó, a iniciativa demonstra o compromisso das instituições de ensino superior com a preservação da memória e da cultura negra.
“Um evento como este é muito importante porque percebemos o quanto os centros universitários estão empenhados em fortalecer nossa memória, nossa cultura e nossas manifestações. Parabenizo os professores envolvidos e toda a classe acadêmica por essa iniciativa, e em nome da Prefeitura de Macapá eu reforço o compromisso da gestão municipal, no apoio a qualquer manifestação cultural que fortaleça a nossa história. As portas do museu estarão sempre abertas para iniciativas como essa”, destacou.
A professora Neliane Freitas, uma das coordenadoras do projeto, contou que a exposição representa uma oportunidade de compartilhar conhecimento por meio da cultura e fortalecer a identidade negra.
“É um momento em que podemos apresentar tudo aquilo que estudamos sobre essa temática. A exposição nos permite expandir o conhecimento por meio da cultura e da valorização da identidade negra”, afirmou.
O tema da exposição foi inspirado no Adinkra Sankofa, que significa “retornar ao passado para resgatar aquilo que é essencial para construir o futuro”, reforçando a importância da memória histórica na construção de uma sociedade mais consciente e inclusiva.
O Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras de Macapá, localizado na Rua Eliezer Levy,segue aberto de terça a sábado, das 09h às 17h e aos domingos, das 09h às 13h, para visitação do público e também, à disposição para atividades voltadas à valorização da cultura negra do Amapá.
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