Central do Marabaixo conecta tradição, turismo e identidade afro-amapaense na Semana Estadual 2026. Com o tradicional levantamento dos mastros e a união dos barracões históricos, o Governo do Estado reafirma o Marabaixo como política pública de inclusão, valorizando a identidade afro-amapaense e o desenvolvimento das comunidades tradicionais.. Neste domingo, 14, o som das caixas ecoou no Parque Residência, em Macapá, marcando a abertura oficial da Semana Estadual do Marabaixo 2026. Organizado pelo Governo do Estado em parceria com os festeiros, o evento transformou a Central do Ciclo do Marabaixo em um espaço de afirmação cultural. A cerimônia foi marcada por rituais de profunda carga simbólica, como o cortejo da murta, o enfeite e o levantamento dos mastros, que atraíram moradores e turistas para celebrar a resistência da maior manifestação cultural do Amapá.Para a gestão estadual, a manutenção da Central é um compromisso com a salvaguarda do patrimônio imaterial, garantindo que a tradição se converta em visibilidade para os detentores desse saber. O espaço funciona como uma vitrine que integra os sete barracões tradicionais Mestre Pavão, Dica Congó, Campina Grande, Tia Biló, Tia Gertrudes, Azebic e Casa Grande, oferecendo ao público uma vivência direta com altares, bandeiras e a gastronomia típica.Difusão culturalO caráter humanizado da abertura foi personificado por figuras como Solange do Carmo Costa, festeira da comunidade de Campina Grande. Nascida e criada nos festejos, ela vê no apoio governamental a ferramenta necessária para que a cultura quilombola alcance novos espaços."A importância desses eventos é cada vez mais a gente conseguir difundir o Marabaixo. Através da Central, a gente consegue fazer bem esse trabalho, onde as pessoas que não conhecem visitam os barracões e acabam gostando", destacou Solange.Para ela, a estrutura oferecida pelo Estado é o que permite um evento à altura da tradição."É o apoio do governo que faz a gente conseguir fazer um evento bonito, que agrada a todo mundo, tanto o povo da cidade quanto as pessoas de todo o estado", afirmou.A Semana Estadual do Marabaixo, que segue até o dia 20 de junho, foi planejada para ser um período de intensa formação e debate sobre os direitos culturais e o desenvolvimento das comunidades. A programação inclui:15 de junho: Palestras culturais, oficinas educativas no Parque Residência e a tradicional Ladainha cantada em latim.16 de junho (Dia Estadual e Municipal do Marabaixo): Atividades educativas com os festeiros e exposição dos barracões.17 de junho: Realização do VI Congresso Estadual do Marabaixo, com o tema "O Marabaixo como Patrimônio Vivo", além da entrega do Prêmio Mestre Jorge a 44 compositores tradicionais.18 de junho: Roda de conversa sobre ecoturismo nos barracões tradicionais.19 e 20 de junho: Ciclo de palestras e ações educativas em escolas da rede pública, levando a ancestralidade para dentro das salas de aula.Através dessa agenda integrada entre a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e a Fundação Marabaixo, o Governo do Amapá consolida uma estratégia que utiliza a cultura como vetor de inclusão social, fortalecimento da identidade afro-amapaense e orgulho para o povo do estado.Símbolos de devoção e resistência cultural, os mastros marcam o início da programação da Semana Estadual do Marabaixo 2026.O levantamento dos mastros reúne fé, união comunitária e ancestralidade em um dos momentos mais aguardados do Marabaixo.A voz dos festeiros mantém viva uma tradição centenária que une fé, cultura e resistência no Amapá.
Central do Marabaixo conecta tradição, turismo e identidade afro-amapaense na Semana Estadual 2026
Com o tradicional levantamento dos mastros e a união dos barracões históricos, o Governo do Estado reafirma o Marabaixo como política pública de inclusão, valorizando a identidade afro-amapaense e o desenvolvimento das comunidades tradicionais.
Neste domingo, 14, o som das caixas ecoou no Parque Residência, em Macapá, marcando a abertura oficial da Semana Estadual do Marabaixo 2026. Organizado pelo Governo do Estado em parceria com os festeiros, o evento transformou a Central do Ciclo do Marabaixo em um espaço de afirmação cultural. A cerimônia foi marcada por rituais de profunda carga simbólica, como o cortejo da murta, o enfeite e o levantamento dos mastros, que atraíram moradores e turistas para celebrar a resistência da maior manifestação cultural do Amapá.
Para a gestão estadual, a manutenção da Central é um compromisso com a salvaguarda do patrimônio imaterial, garantindo que a tradição se converta em visibilidade para os detentores desse saber. O espaço funciona como uma vitrine que integra os sete barracões tradicionais Mestre Pavão, Dica Congó, Campina Grande, Tia Biló, Tia Gertrudes, Azebic e Casa Grande, oferecendo ao público uma vivência direta com altares, bandeiras e a gastronomia típica.
Difusão cultural
O caráter humanizado da abertura foi personificado por figuras como Solange do Carmo Costa, festeira da comunidade de Campina Grande. Nascida e criada nos festejos, ela vê no apoio governamental a ferramenta necessária para que a cultura quilombola alcance novos espaços.
"A importância desses eventos é cada vez mais a gente conseguir difundir o Marabaixo. Através da Central, a gente consegue fazer bem esse trabalho, onde as pessoas que não conhecem visitam os barracões e acabam gostando", destacou Solange.
Para ela, a estrutura oferecida pelo Estado é o que permite um evento à altura da tradição.
"É o apoio do governo que faz a gente conseguir fazer um evento bonito, que agrada a todo mundo, tanto o povo da cidade quanto as pessoas de todo o estado", afirmou.
A Semana Estadual do Marabaixo, que segue até o dia 20 de junho, foi planejada para ser um período de intensa formação e debate sobre os direitos culturais e o desenvolvimento das comunidades. A programação inclui:
15 de junho: Palestras culturais, oficinas educativas no Parque Residência e a tradicional Ladainha cantada em latim.
16 de junho (Dia Estadual e Municipal do Marabaixo): Atividades educativas com os festeiros e exposição dos barracões.
17 de junho: Realização do VI Congresso Estadual do Marabaixo, com o tema "O Marabaixo como Patrimônio Vivo", além da entrega do Prêmio Mestre Jorge a 44 compositores tradicionais.
18 de junho: Roda de conversa sobre ecoturismo nos barracões tradicionais.
19 e 20 de junho: Ciclo de palestras e ações educativas em escolas da rede pública, levando a ancestralidade para dentro das salas de aula.
Através dessa agenda integrada entre a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e a Fundação Marabaixo, o Governo do Amapá consolida uma estratégia que utiliza a cultura como vetor de inclusão social, fortalecimento da identidade afro-amapaense e orgulho para o povo do estado.
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