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Foto: Arthur Alves/GEA
Governo do Amapá transforma Futlama em símbolo de preservação do Rio Amazonas no Junho Verde 2026
Por: Vithória Barreto -


Governo do Amapá transforma Futlama em símbolo de preservação do Rio Amazonas no Junho Verde 2026

Evento realizado pelo Estado na Orla do Santa Inês reúne equipes masculinas e femininas e consolida o esporte tradicional como ferramenta de educação ambiental e valorização cultural.

O Governo do Amapá iniciou, no sábado, 20, o Torneio de Futlama, ação que marca o encerramento da programação do Junho Verde 2026 e reforça o compromisso do Estado com a preservação ambiental aliada à valorização da cultura local.

Realizado na Orla do Santa Inês, em Macapá, o evento é coordenado pelas secretarias de Estado do Meio Ambiente (Sema) e do Desporto e Lazer (Sedel), em parceria com a Equatorial Energia e a Federação Amapaense de Futlama (Feafla).

Às margens do Rio Amazonas, berço do futlama, a competição envolve equipes masculinas e femininas em disputas eliminatórias e evidencia a força de uma modalidade reconhecida como patrimônio cultural do Amapá. A programação que integra esporte, identidade amapaense e conscientização ecológica.

Segundo o coordenador da programação do Junho Verde, Wellinson Maximin, a proposta foi utilizar o esporte como ferramenta de mobilização social para ampliar o alcance das ações da campanha.

“Entendemos que a melhor forma de trazer a sociedade para discutir as questões ambientais é através do esporte. O futlama foi escolhido por ser um esporte genuinamente amapaense, praticado no Rio Amazonas. Ele permite discutir a importância do descarte adequado do lixo, o valor do rio para a sociedade e como a população pode contribuir para sua preservação”, destacou.

A proposta deste ano foi levar o Junho Verde para ambientes fora de espaços institucionais. Tradicionalmente desenvolvida por meio de palestras e seminários, a campanha passou a investir em atividades abertas ao público para ampliar a participação popular nas pautas ambientais.

As partidas têm duração de 20 minutos, divididas em dois tempos, e seguem regras específicas da modalidade. Os vencedores recebem troféus, medalhas e incentivo financeiro.

Segundo a organização, a expectativa é fortalecer a agenda ambiental do estado por meio de ações que dialoguem diretamente com a população, especialmente os jovens, ampliando o alcance das políticas públicas de sustentabilidade e incentivando novas práticas de cuidado com os espaços naturais urbanos.

A programação do Junho Verde também incluiu outras iniciativas de sensibilização. No dia 5 de junho, a Sema promoveu a Corrida do Meio Ambiente, que reuniu mais de 2 mil participantes na orla de Macapá. Já no último dia 13, uma ação de limpeza realizada em parceria com a CSA retirou quase quatro toneladas de resíduos sólidos da área onde tradicionalmente ocorrem as partidas de futlama.

Durante o torneio, os participantes também foram incentivados a refletir sobre a destinação correta dos resíduos e a importância da conservação dos recursos hídricos.

Futlama, patrimônio cultural do Amapá

A modalidade é praticada no Amapá desde a década de 1990, quando grupos de amigos aproveitavam a maré baixa para disputar partidas nas áreas de lama às margens do Rio Amazonas.

Ao longo dos anos, o esporte conquistou novos adeptos, consolidou-se como uma manifestação cultural do estado e ganhou ainda mais força com a criação da Federação Amapaense de Futlama.

O futlama é uma adaptação do futebol tradicional. A principal diferença está no local das partidas: em vez de gramados ou quadras, os jogos acontecem na lama. As regras, no entanto, seguem os mesmos princípios do futsal.

Entre as atletas presentes está a farmacêutica Vanessa Santos, de 34 anos, integrante da equipe Jaranduba Marabaixo. Para ela, disputar partidas às margens do Rio Amazonas representa uma experiência especial.

“O futebol é uma paixão. Voltei a praticar por causa da minha filha, que joga no nosso time. Estar aqui, jogando no majestoso Rio Amazonas, é um prazer. A festa está muito bonita e o incentivo ao futebol feminino é muito importante”, afirmou.

Com 20 anos de experiência no futebol e participando pela segunda vez de um campeonato de futlama, Vanessa destaca que a modalidade exige habilidades específicas dos atletas.

“É a mesma dinâmica do futebol, mas o futlama exige mais preparo físico e mais toque de bola, porque a bola não corre tanto. É diferente, sim”, explicou.

As disputas seguem como parte da programação de encerramento do Junho Verde 2026, reforçando a mensagem de que esporte, cultura e preservação ambiental podem caminhar juntos na construção de uma sociedade mais consciente e comprometida com a proteção dos recursos naturais amazônicos.



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