Meio ambiente inspira espetáculos no Teatro Municipal Fernando Canto durante o Macapá Verão 2026
Programação promovida pela Prefeitura de Macapá reuniu teatro, música e contação de histórias para conscientizar o público sobre a preservação da Amazônia
A Prefeitura de Macapá promoveu, nesta quarta-feira, 29, mais uma noite do Festival de Teatro e Dança do Macapá Verão 2026, no Teatro Municipal Fernando Canto. A programação reuniu grupos e artistas locais em espetáculos voltados à conscientização ambiental, utilizando o teatro, a música e a contação de histórias para destacar a importância da preservação da Amazônia e incentivar a reflexão sobre os cuidados com o meio ambiente.
Em mais um dia de apresentações, o Teatro Municipal Fernando Canto recebeu uma programação diversificada dentro do Festival de Teatro e Dança do Macapá Verão 2026, promovido pela Prefeitura de Macapá, por meio da Fundação Municipal de Cultura (Fumcult).
O Grupo Ruart abriu a programação com um espetáculo que fez um alerta sobre os cuidados com o meio ambiente e a destinação correta dos resíduos sólidos, mostrando como pequenas atitudes podem contribuir para a preservação ambiental.
Na sequência, a contação de histórias, acompanhada por música ao vivo, levou ao palco uma nova reflexão sobre a conservação da natureza. Com linguagem voltada ao público infantil, a apresentação reforçou a importância da educação ambiental desde os primeiros anos de vida.
Em seguida, o ator Luciano Melo apresentou um espetáculo solo inspirado em clássicos da literatura infantil, como Chapeuzinho Vermelho e O Sapo Bocarrão. Utilizando diferentes técnicas de interpretação, o artista interagiu com a plateia durante quase uma hora de apresentação.
A companhia Teatro Marco Zero também integrou a programação, dando vida a elementos da natureza, como árvores, água e fogo, para transmitir uma mensagem de conscientização sobre os impactos do desmatamento e das queimadas nas florestas brasileiras.
O encerramento ficou por conta do espetáculo “Curupira, um Ser Inesquecível”, dirigido pelo teatrólogo Paulo Alfaia. A montagem levou ao palco personagens do imaginário amazônico, como Yara, Boto, Poraquê, Tarumã e a Pororoca, propondo uma releitura das lendas regionais em diálogo com a realidade tecnológica vivida atualmente. “Essa é a proposta do espetáculo. Um resgate da mitologia de ontem, dentro de toda essa modernidade de hoje, onde praticamente todos estão conectados 24 horas ao celular”, explicou o diretor Paulo Alfaia.
Para Luciano Melo, intérprete do Curupira, a tecnologia faz parte da rotina das pessoas, mas não diminui o interesse do público pelas histórias tradicionais.
“O celular e tudo o que ele traz de informação domina o nosso dia a dia, mas ainda existe esse espaço onde vive o nosso imaginário analógico”, destacou o ator.
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