"Bumbum sanfona": recuperar o peso devolve o mesmo contorno dos glúteos?
“Antes de pensar em harmonização, preciso avaliar o que mudou no volume, na musculatura e na pele”, afirma o médico Chris Lima
Recuperar o peso depois de emagrecer não garante que os glúteos voltem ao mesmo formato. Com a popularização das canetas emagrecedoras, essa diferença passou a chamar mais atenção: os quilos podem retornar, mas gordura, massa muscular e pele não necessariamente recuperam a mesma proporção, firmeza ou distribuição. Esse movimento de emagrecer, voltar a ganhar peso e perceber que o contorno dos glúteos não retornou ao ponto de partida passou a ser chamado de “bumbum sanfona”.
Nos glúteos, a oscilação costuma ficar mais aparente porque o formato depende da combinação entre gordura, musculatura e pele, estruturas que não mudam no mesmo ritmo. Nas mulheres, a maior concentração de gordura em quadris, coxas e bumbum, somada à predisposição à flacidez e à celulite, faz com que alterações de volume e firmeza estejam entre as reclamações mais frequentes. “Quando o peso cai e sobe, a gordura pode voltar sem recompor a musculatura, enquanto a pele pode permanecer mais frouxa. Por isso, o bumbum costuma denunciar essa oscilação mesmo quando a balança já voltou ao número anterior”, explica o médico Chris Lima, referência em harmonização glútea da Clínica Michelon, em João Pessoa.
As canetas emagrecedoras não reduzem gordura apenas em uma parte do corpo. Durante o tratamento, a perda acontece de forma geral e também pode diminuir o volume dos glúteos, principalmente quando o emagrecimento é rápido ou expressivo. O problema é que esse caminho de ida e volta não é simétrico: se o uso é interrompido e ocorre o reganho de peso, a gordura pode retornar em outra proporção, enquanto a pele permanece menos firme e a musculatura ainda não foi recuperada. O peso volta, mas o formato não necessariamente acompanha, intensificando o efeito sanfona no bumbum.
Por isso, o acompanhamento precisa começar pela estabilização do peso e pela análise individual do que foi perdido e recuperado. Em alguns casos, a harmonização glútea pode ajudar a devolver projeção, melhorar o contorno, corrigir assimetrias e estimular a produção de colágeno, mas o procedimento não substitui o fortalecimento da musculatura. “Eu consigo tratar volume, proporção e flacidez de acordo com a necessidade de cada paciente, mas nenhum procedimento deve ocupar o lugar dos exercícios físicos. Fortalecer os glúteos e manter o peso estável é fundamental para sustentar o resultado”, conclui.
Créditos: @dr.chrisbacelarlima | CO ASSESSORIA
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