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Crédito: Maurício Gasparini/GEA
Mangrove Breakthrough: na COP30, Amapá adere a iniciativa global pela proteção dos manguezais
Por: Fabiana Figueiredo -


Mangrove Breakthrough: na COP30, Amapá adere a iniciativa global pela proteção dos manguezais

Estado mais preservado e protegido do país assegura compromisso com a manutenção do ecossistema que predomina o litoral amapaense.

O governador Clécio Luís oficializou nesta quarta-feira, 12, o apoio do Governo do Amapá à iniciativa internacional Mangrove Breakthrough, uma ação multissetorial para ampliar a proteção e o financiamento dos ecossistemas de manguezais. A formalização aconteceu durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30), realizada em Belém, capital do Pará.

“São 220 mil hectares de mangues muito conservados e nós queremos que ela continue com esse status de preservação. Aderir a esse movimento mundial, para nós, é muito importante, porque casa exatamente o que nós estamos fazendo. Nós estamos intensificando nossas ações de preservação, mas, ao mesmo tempo, gerando condições para que possamos ter negócios que possam desenvolver sustentavelmente o Amapá”, afirmou Clécio Luís.

Governador Clécio Luís oficializa adesão do Amapá ao Mangrove Breakthrough
Governador Clécio Luís oficializa adesão do Amapá ao Mangrove Breakthrough
Foto: Maurício Gasparini/GEA

O litoral do Amapá é dominado por manguezais e planícies de maré, especialmente nas áreas do Cabo Orange, foz do Oiapoque e foz do Amazonas. Na zona costeira amazônica, ao longo dos estados do Amapá, Pará e Maranhão, está inserida a maior faixa contínua de manguezais do mundo. São os manguezais mais preservados do planeta, com menos de 1% de sua área convertida para outros usos humanos, segundo artigo publicada em 2024 na revista Environmental Monitoring and Assessment.

A adesão à iniciativa global, conectada à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, reforça o protagonismo do estado que possui mais de 70% de seu território sob proteção ambiental, e o compromisso do Amapá com a proteção e preservação do meio ambiente, especialmente dos manguezais que contribuem para a redução dos impactos adversos das alterações do clima, protegem as zonas costeiras e são fonte de alimento natural e renda para as populações locais e proteção da biodiversidade.

"Agradecemos o empenho do Amapá em transformar o compromisso em ações concretas", afirmou Ignace Beguin Billecocq, diretor-executivo do Mandrove Breakthrough Hub.

O Mangrove Breakthrough visa garantir a proteção de 15 milhões de hectares de manguezais em todo o mundo até o ano de 2030, mobilizando governos, instituições e entidades da sociedade civil em torno de metas ambiciosas para deter a perda desses ecossistemas, restaurar áreas degradadas, dobrar a proteção dos manguezais existentes e garantir financiamento sustentável. O plano também prevê a mobilização de 4 bilhões de dólares em investimentos até o fim da década.

A iniciativa conta com o endosso de, ao menos, 38 governos nacionais e subnacionais, incluindo o Brasil, México, Austrália, Bélgica, Alemanha, Noruega e, no Brasil, além do Governo Federal, conta com o endosso do Estado do Pará, que foi o primeiro Estado-membro a aderir, Rio de Janeiro, Pernambuco, Sergipe, e agora o Amapá.

A COP da Amazônia
A  30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) inicia nesta segunda-feira, 10, e segue até 21 de novembro de 2025, em Belém, no Pará. Realizada pela primeira vez na Amazônia, a COP30 deve reunir lideranças mundiais, cientistas, representantes de governos, empresas, organizações e sociedade civil para discutir soluções concretas diante da crise climática. A presença robusta do Amapá simboliza o fortalecimento da região no centro das discussões globais sobre sustentabilidade.

Com cerca de 73,5% do território sob proteção ambiental, incluindo unidades de conservação, terras indígenas e quilombolas, o Governo do Estado pretende mostrar que é possível unir conservação ambiental, inovação e desenvolvimento social.

A iniciativa é resultado de um esforço conjunto de órgãos estaduais, como as fundações de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap) e de Promoção de Políticas de Igualdade Racial (Fundação Marabaixo), o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), e as Secretarias de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Setec), Cultura (Secult), Meio Ambiente (Sema), Planejamento (Seplan), Povos Indígenas (Sepi), Juventude (Sejuv), Educação (Seed), de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Amapá Internacional) e a Agência de Desenvolvimento Econômico (Agência Amapá), que atuam de forma integrada na elaboração e apresentação de projetos.



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