Samba do Amapá ecoa na Sapucaí com enredo da Mangueira sobre a Amazônia Negra
Enredo da Verde e Rosa destaca a Amazônia Negra e leva à Avenida a história de Mestre Sacaca, símbolo da resistência e da cultura afro-amapaense.
O samba e as tradições culturais do Amapá ganham destaque nacional neste domingo (15), quando a Estação Primeira de Mangueira desfila na Marquês de Sapucaí com o enredo sobre a “Amazônia Negra”. A escola carioca aposta em uma narrativa que valoriza a presença histórica da população negra na região Norte, tendo como figura central o amapaense Raimundo dos Santos Souza, o Mestre Sacaca, símbolo de saber ancestral, resistência cultural e produção de conhecimento fora dos livros.
A proposta da Verde e Rosa é apresentar uma Amazônia que vai além da floresta, destacando o encontro entre povos indígenas e populações negras, marcado pela oralidade, práticas de cura, religiosidade e manifestações culturais como o marabaixo e o batuque — expressões tradicionais do Amapá. Em Macapá, bairros como Laguinho e Favela são lembrados como territórios fundamentais da identidade negra urbana.
Representado na Avenida como o encantado Xamã Babalaô, Mestre Sacaca surge como guia simbólico da narrativa, que também ressalta sua atuação política na fundação da União dos Negros do Amapá. Com o desfile, a Mangueira propõe ampliar o olhar sobre a Amazônia, evidenciando um território plural, diverso e marcado pela memória e resistência de seus povos.
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