Ah, Belém… tuas mangueiras são façanhas ingênitas — poesia. Tuas ruas caleidoscópicas acalentam a inconstância dos dias mais felizes, que contrastam com a frieza dos pés descalços e cães sem destino. E, ainda assim...
As horas mudas mudam-se, de tempos em tempos, para onde cintila o arco-íris... Nada foi em vão... Nesse aconchego das manhãs reluzentes, nessa ausência de noites tão frias, sinto toda a plenitude da vida surgindo com...
O que o outro dizia era sincera poesia, enquanto outro rugia palavras em um surto de ira. O outro sentia, e o outro apenas seguia o que lhe apetecia. O outro era genuína bondade; outro, no entanto, não conhecia piedade...
Belém, tuas mangueiras senhoreiam os dias mais incríveis e os mais sombrios. Tuas ruas acalentam sonhos e secretam as dores vivenciadas em tuas esquinas nostálgicas (febris e subjetivamente melancólicas). As tardes...