Povos Tiriyó e Kaxuyana levam cultura e ancestralidade à Expofeira 2026. Na Maloca dos Povos Indígenas, grupo formado por estudantes apresenta dança tradicional.. “Queremos trazer um pouco do que é desconhecido para quem não conhece nossa cultura”. A fala é de Gilson Kawana, do povo Tiriyó e Kaxuyana, e traduz o sentido da presença indígena na Expofeira 2026, realizada pelo Governo do Amapá. Na Maloca dos Povos Indígenas, a tradição dos povos do Parque do Tumucumaque ganhou voz, movimento e visibilidade.Gilson integra um grupo criado a partir de uma preocupação e, ao mesmo tempo, de um desejo: aproximar os jovens indígenas que vivem em Macapá de suas culturas de origem.A iniciativa reúne principalmente estudantes do ensino básico e nasceu da percepção de que, longe de suas comunidades, muitos acabam se distanciando das vestimentas, costumes e manifestações tradicionais.“A ideia é resgatar, trazer esses alunos, reaproximar eles da nossa cultura, mesmo estando dentro da cidade”, explicou Gilson.O grupo trabalha com dança, teatro e encenações. Na apresentação da Expofeira, o destaque foi a tradicional Dança do Jacaré, manifestação que guarda na coreografia a memória de acontecimentos vividos pelos antepassados Tiriyó. Gilson explica que a dança representa um período marcado por conflitos entre povos e pelo desaparecimento de crianças e jovens, transformando a lembrança de um passado difícil em expressão cultural transmitida entre gerações.Para ele, ocupar um espaço como a Expofeira também significa apresentar ao público uma cultura que ainda é pouco conhecida fora dos territórios indígenas.“A nossa comunidade fica muito distante daqui da cidade, o nosso acesso se dá somente por avião. Então, a gente não tem uma visibilidade como acontece com outros povos. Esse espaço é muito importante para trazer essa visibilidade”, destacou.A participação também tem um significado pessoal. Longe de sua comunidade há quase oito anos, desde que passou a viver em Macapá para estudar e trabalhar, Gilson encontrou na convivência com os jovens uma maneira de se aproximar novamente das próprias raízes.Na Expofeira, essa história encontra o público. Entre passos, pinturas, gestos e narrativas, a cultura dos povos Tiriyó e Kaxuyana deixa o território do Tumucumaque e ocupa a cidade, não como lembrança distante, mas como uma tradição viva, compartilhada por quem aprendeu que preservar também é ensinar às novas gerações de onde elas vieram.
Povos Tiriyó e Kaxuyana levam cultura e ancestralidade à Expofeira 2026
Na Maloca dos Povos Indígenas, grupo formado por estudantes apresenta dança tradicional.
“Queremos trazer um pouco do que é desconhecido para quem não conhece nossa cultura”. A fala é de Gilson Kawana, do povo Tiriyó e Kaxuyana, e traduz o sentido da presença indígena na Expofeira 2026, realizada pelo Governo do Amapá. Na Maloca dos Povos Indígenas, a tradição dos povos do Parque do Tumucumaque ganhou voz, movimento e visibilidade.
Gilson integra um grupo criado a partir de uma preocupação e, ao mesmo tempo, de um desejo: aproximar os jovens indígenas que vivem em Macapá de suas culturas de origem.
A iniciativa reúne principalmente estudantes do ensino básico e nasceu da percepção de que, longe de suas comunidades, muitos acabam se distanciando das vestimentas, costumes e manifestações tradicionais.
“A ideia é resgatar, trazer esses alunos, reaproximar eles da nossa cultura, mesmo estando dentro da cidade”, explicou Gilson.
O grupo trabalha com dança, teatro e encenações. Na apresentação da Expofeira, o destaque foi a tradicional Dança do Jacaré, manifestação que guarda na coreografia a memória de acontecimentos vividos pelos antepassados Tiriyó.
Gilson explica que a dança representa um período marcado por conflitos entre povos e pelo desaparecimento de crianças e jovens, transformando a lembrança de um passado difícil em expressão cultural transmitida entre gerações.
Para ele, ocupar um espaço como a Expofeira também significa apresentar ao público uma cultura que ainda é pouco conhecida fora dos territórios indígenas.“A nossa comunidade fica muito distante daqui da cidade, o nosso acesso se dá somente por avião. Então, a gente não tem uma visibilidade como acontece com outros povos. Esse espaço é muito importante para trazer essa visibilidade”, destacou.
A participação também tem um significado pessoal. Longe de sua comunidade há quase oito anos, desde que passou a viver em Macapá para estudar e trabalhar, Gilson encontrou na convivência com os jovens uma maneira de se aproximar novamente das próprias raízes.Na Expofeira, essa história encontra o público. Entre passos, pinturas, gestos e narrativas, a cultura dos povos Tiriyó e Kaxuyana deixa o território do Tumucumaque e ocupa a cidade, não como lembrança distante, mas como uma tradição viva, compartilhada por quem aprendeu que preservar também é ensinar às novas gerações de onde elas vieram.
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