O Cais que Ficou
Um barco no cais, a lua cheia,
e o rio que se vai quando a noite chega..
.
Parece o teu rosto
na lua que se espelha —
um momento quântico,
a natureza —
teu templo,
teu refúgio.
Sinto que aqui estás,
ouvindo o canto dos pássaros selvagens,
lendo as estrelas...
Por um instante,
abstraio-me daqui.
Minha tristeza se desfaz
diante de teus ensinamentos perenes,
guardados no âmago.
E a lágrima, que não trai,
vem lembrar teu sorriso,
teu abraço,
teus sonhos.
E sinto que revivo
quando me recordo de ti,
pai... meu cais.
Foto: Floriano Lima













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