Governo do Amapá e Conselho Tutelar alertam população sobre abuso e exploração sexual infantil. Ação na Zona Oeste de Macapá buscou conscientizar sobre a importância e os meios de denunciar os crimes.. Uma blitz educativa realizada na segunda-feira, 19, no bairro Marabaixo, em Macapá, integrou a campanha "Maio Laranja", que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado no dia 18. A ação foi uma iniciativa conjunta da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e do Conselho Tutelar da Zona Oeste da capital. O objetivo é conscientizar a população sobre a importância do combate a esses crimes e informar sobre os canais de denúncia. Panfletos e cartilhas com orientações de como identificar algum tipo de abuso infantil e buscar ajuda na rede de atendimento do estado, foram distribuídos em estabelecimentos comerciais e aos moradores. Estabelecimentos receberam panfletos com alertas e contatos para denúncias Foto: Gabriel Maciel/Sesa O psicólogo Ivã Zorthea, da Coordenação Estadual de Saúde Mental da Sesa, participou da mobilização e destacou que os índices de abuso infantil são alarmantes. Ele reforçou a necessidade de romper o silêncio sobre o tema, informando sobre a rede de atendimento. Ivã Zorthea, psicólogo da da Coordenação Estadual de Saúde Mental da Sesa Foto: Gabriel Maciel/Sesa “As pessoas têm medo de falar sobre o assunto, mas precisamos abordar essa pauta de forma direta com a sociedade. Ações como blitz e panfletagens são importantes para espalhar o alerta e divulgar os canais de denúncia”, afirmou. A presidente do Conselho Tutelar da Zona Oeste de Macapá, Ana Cláudia Souto, explicou que o órgão mantém um cronograma anual de ações preventivas, especialmente em escolas, onde os conselheiros orientam alunos e profissionais sobre o tema e divulgam o canal nacional de denúncias, o Disque 100. Ana Cláudia Souto, presidente do Conselho Tutelar da Zona Oeste de Macapá Foto: Gabriel Maciel/Sesa “Infelizmente, em muitos casos, o abusador está dentro do próprio ambiente familiar. Por isso, é essencial que as denúncias sejam feitas. Quando um caso chega até nós, há toda uma rede de atendimento e acolhimento pronta para amparar as vítimas”, declarou Ana Cláudia. O Conselho Tutelar da Zona Oeste registra entre 15 e 20 casos por mês, o que reforça a urgência de ações como a realizada nesta segunda-feira. Segundo a presidente, cada campanha contribui para informar e empoderar a população. “Divulgar esses dados e orientar sobre como agir é fundamental. As famílias precisam saber identificar sinais de abuso, como proceder e onde denunciar”, finalizou Ana. Por Roberta Corrêa
Governo do Amapá e Conselho Tutelar alertam população sobre abuso e exploração sexual infantil
Ação na Zona Oeste de Macapá buscou conscientizar sobre a importância e os meios de denunciar os crimes.
Uma blitz educativa realizada na segunda-feira, 19, no bairro Marabaixo, em Macapá, integrou a campanha "Maio Laranja", que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado no dia 18. A ação foi uma iniciativa conjunta da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e do Conselho Tutelar da Zona Oeste da capital.
O objetivo é conscientizar a população sobre a importância do combate a esses crimes e informar sobre os canais de denúncia. Panfletos e cartilhas com orientações de como identificar algum tipo de abuso infantil e buscar ajuda na rede de atendimento do estado, foram distribuídos em estabelecimentos comerciais e aos moradores.

Estabelecimentos receberam panfletos com alertas e contatos para denúncias
Foto: Gabriel Maciel/Sesa
O psicólogo Ivã Zorthea, da Coordenação Estadual de Saúde Mental da Sesa, participou da mobilização e destacou que os índices de abuso infantil são alarmantes. Ele reforçou a necessidade de romper o silêncio sobre o tema, informando sobre a rede de atendimento.

Ivã Zorthea, psicólogo da da Coordenação Estadual de Saúde Mental da Sesa
Foto: Gabriel Maciel/Sesa
“As pessoas têm medo de falar sobre o assunto, mas precisamos abordar essa pauta de forma direta com a sociedade. Ações como blitz e panfletagens são importantes para espalhar o alerta e divulgar os canais de denúncia”, afirmou.
A presidente do Conselho Tutelar da Zona Oeste de Macapá, Ana Cláudia Souto, explicou que o órgão mantém um cronograma anual de ações preventivas, especialmente em escolas, onde os conselheiros orientam alunos e profissionais sobre o tema e divulgam o canal nacional de denúncias, o Disque 100.

Ana Cláudia Souto, presidente do Conselho Tutelar da Zona Oeste de Macapá
Foto: Gabriel Maciel/Sesa
“Infelizmente, em muitos casos, o abusador está dentro do próprio ambiente familiar. Por isso, é essencial que as denúncias sejam feitas. Quando um caso chega até nós, há toda uma rede de atendimento e acolhimento pronta para amparar as vítimas”, declarou Ana Cláudia.
O Conselho Tutelar da Zona Oeste registra entre 15 e 20 casos por mês, o que reforça a urgência de ações como a realizada nesta segunda-feira. Segundo a presidente, cada campanha contribui para informar e empoderar a população.
“Divulgar esses dados e orientar sobre como agir é fundamental. As famílias precisam saber identificar sinais de abuso, como proceder e onde denunciar”, finalizou Ana.
Por Roberta Corrêa
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