Proposta da USP para Margem Equatorial e críticas sobre protagonismo local. Resumo do artigo de opinião assinado por Cláudia Chelala e Antonio Batista, publicado no portal Poder360.. Os autores Cláudia Chelala e Antonio Batista criticam o documento “Cenários Estratégicos para a Ampliação do Conhecimento Científico e Proteção da Biodiversidade da Foz do Rio Amazonas”, elaborado pela Universidade de São Paulo (USP) e Museu Goeldi, ao apontar que ele propõe modelos para a Margem Equatorial sem dar protagonismo às comunidades locais do Amapá. Eles consideram que, embora a proposta de proteger a Margem Equatorial seja legítima, é problemática a forma como instituições externas, distantes do território, impõem suas visões sobre as prioridades locais, reproduzindo práticas semelhantes às do Brasil Colônia. Chelala e Batista defendem que as universidades, comunidades ribeirinhas, indígenas e moradores locais devem ser protagonistas nas decisões territoriais, e não meramente “consultados” para legitimar projetos já formulados por outros. Os autores argumentam que o Amapá não é “território vazio” e denunciam a imposição de tutelas distante do dia a dia local. O texto conclui com um apelo para que a ciência e as políticas de conservação sejam forjadas “aqui”, com participação real de quem mora e vive a foz do Amazonas, não como eco de modelos externos. Fonte: Poder360 – Opinião: “Proposta da USP para Margem Equatorial ressoa o Brasil Colônia”, de Cláudia Chelala e Antonio Batista.
Proposta da USP para Margem Equatorial e críticas sobre protagonismo local
Resumo do artigo de opinião assinado por Cláudia Chelala e Antonio Batista, publicado no portal Poder360.
Os autores Cláudia Chelala e Antonio Batista criticam o documento “Cenários Estratégicos para a Ampliação do Conhecimento Científico e Proteção da Biodiversidade da Foz do Rio Amazonas”, elaborado pela Universidade de São Paulo (USP) e Museu Goeldi, ao apontar que ele propõe modelos para a Margem Equatorial sem dar protagonismo às comunidades locais do Amapá.
Eles consideram que, embora a proposta de proteger a Margem Equatorial seja legítima, é problemática a forma como instituições externas, distantes do território, impõem suas visões sobre as prioridades locais, reproduzindo práticas semelhantes às do Brasil Colônia.
Chelala e Batista defendem que as universidades, comunidades ribeirinhas, indígenas e moradores locais devem ser protagonistas nas decisões territoriais, e não meramente “consultados” para legitimar projetos já formulados por outros.
Os autores argumentam que o Amapá não é “território vazio” e denunciam a imposição de tutelas distante do dia a dia local. O texto conclui com um apelo para que a ciência e as políticas de conservação sejam forjadas “aqui”, com participação real de quem mora e vive a foz do Amazonas, não como eco de modelos externos.
Fonte: Poder360 – Opinião: “Proposta da USP para Margem Equatorial ressoa o Brasil Colônia”, de Cláudia Chelala e Antonio Batista.
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