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Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
Governo do Amapá alerta pais sobre período de pico de síndromes respiratórias no Amapá; saiba como prevenir
Por: Júnior Nery -


Governo do Amapá alerta pais sobre período de pico de síndromes respiratórias no Amapá; saiba como prevenir

Com a intensificação das chuvas, o monitoramento epidemiológico do Hospital da Criança e do Adolescente (HCA) já aponta leve alta nos casos; especialistas orientam sobre o fluxo de atendimento.

Com a intensificação do período chuvoso e a proximidade do pico das Síndromes Respiratórias Gripais (SRG) e de sua forma aguda grave (SRAG), entre os meses de abril e junho, o Governo do Amapá reforça o alerta aos pais e responsáveis para redobrarem os cuidados com a saúde das crianças. A atenção é fundamental para reconhecer sinais iniciais da doença, adotar medidas preventivas e buscar atendimento adequado no momento certo.

Dados do Núcleo de Epidemiologia do Hospital da Criança e do Adolescente (HCA) apontam que, no período de 5 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026, foram registrados 323 casos de síndromes respiratórias e 51 casos de SRAG. No mesmo período do ano passado, os registros foram de 312 e 54, respectivamente. Embora haja estabilidade, o cenário exige vigilância constante, especialmente durante o inverno amazônico, quando há maior circulação de vírus respiratórios.

Rinaldo Júnior, responsável técnico do Núcleo de Epidemiologia do HCA
Rinaldo Júnior, responsável técnico do Núcleo de Epidemiologia do HCA
Foto: Júnior Nery/Sesa

“No inverno amazônico, observamos um aumento de síndromes gripais e de síndrome respiratória aguda grave em crianças. A síndrome gripal apresenta sintomas leves, como coriza, tosse, febre e congestão nasal”, explica o médico epidemiologista do HCA, Rinaldo Junior.

Segundo o especialista, é essencial que os pais saibam diferenciar os quadros leves dos mais graves.

“Na síndrome respiratória aguda grave, a criança já apresenta falta de ar, desconforto respiratório e queda de saturação. Esses sinais exigem atenção imediata e a busca por um serviço de referência”, alerta.

De acordo com Rinaldo Junior, sintomas gripais leves podem ser avaliados na atenção básica. “Para quadros leves, o ideal é procurar a unidade básica de saúde do bairro. Esses casos permitem aguardar um ou dois dias para avaliação médica, já que a classificação costuma ser verde ou azul — ou seja, não urgente”, orienta.

Por outro lado, sinais de agravamento indicam necessidade de urgência. “Se a criança estiver mais cansada, com tosse intensa e secreção, irritada, sem se alimentar ou com dificuldade para respirar, o atendimento deve ocorrer em um centro de referência, como o pronto atendimento infantil”, reforça o médico.

HCA registra estabilidade nas internações de SRG e SRAG, mas pais devem manter o alerta para o pico da doença, entre abril e junho
HCA registra estabilidade nas internações de SRG e SRAG, mas pais devem manter o alerta para o pico da doença, entre abril e junho
Foto: Gabriel Maciel/Sesa

Rede estadual preparada para atender

A rede estadual está organizada para receber os pequenos pacientes em diferentes níveis de complexidade. Além do PAI e do HCA em Macapá, que são referências para casos graves (classificações amarela, laranja e vermelha), a população conta com unidades de porta aberta para urgências em locais estratégicos:

  • Macapá: UPA Zona Norte e Zona Sul, Hospital Maternidade Mãe Luzia e Maternidade Bem-Nascer.
  • Santana: Hospital Estadual de Santana.
  • Interior: Hospitais Regionais de Laranjal do Jari, Porto Grande e Oiapoque.

Cuidados preventivos

  • Manter a caderneta de vacinação atualizada, principalmente contra gripe e covid-19;
  • Lavar as mãos com frequência e utilizar álcool em gel;
  • Ensinar etiqueta respiratória às crianças maiores;
  • Manter ambientes ventilados e evitar aglomerações;
  • Não levar a criança à escola quando estiver com sintomas gripais.
As síndromes respiratórias gripais podem evoluir e para o caso mais sério da doença, a SRAG
As síndromes respiratórias gripais podem evoluir e para o caso mais sério da doença, a SRAG
Foto: Gabriel Maciel/Sesa

Quando buscar urgência

  • Falta de ar ou respiração acelerada;
  • Desconforto respiratório e queda de saturação;
  • Cansaço excessivo, irritabilidade e recusa alimentar;
  • Tosse intensa e secreção abundante.

O epidemiologista destaca ainda a importância da prevenção desde a gestação. “Desde dezembro do ano passado, gestantes a partir da 28ª semana podem receber a vacina materna contra o vírus sincicial respiratório. Essa imunização protege o bebê ainda na gestação e reduz o risco de bronquiolite”, explica.

O Governo do Amapá reforça que a orientação correta e a busca oportuna pelos serviços de saúde são decisivas para evitar internações e complicações, garantindo proteção às crianças durante o período de maior circulação viral.



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