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Mudanças da Reforma Tributária exige planejamento das empresas durante fase de transição
Por: Antonio Anselmo -


Mudanças da Reforma Tributária exige planejamento das empresas durante fase de transição

Especialista em assessoria de empresas e diretora da Brasís Contabilidade, Cristiane Almeida destaca que a preparação antecipada evita inconsistências fiscais e minimiza impactos operacionais.

A ‘fase de transição’ da Reforma Tributária colocou as empresas diante de um dos maiores desafios de adaptação dos últimos anos. Embora o período inicial tenha funcionado como etapa de testes para a implementação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), especialistas alertam que a adequação não deve se restringir ao setor fiscal.

De acordo com o cronograma estabelecido pelo Governo Federal, o ano de 2026 é o primeiro ano de convivência com o novo modelo tributário. A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS já definiram regras para as obrigações acessórias desse período, classificando-o como uma fase de adaptação para que empresas ajustem sistemas, processos e documentos fiscais antes da implementação gradual da reforma.

Nesse cenário, a preparação interna passa a ser decisiva para evitar inconsistências fiscais e impactos operacionais. A atualização dos sistemas de gestão (ERPs), a revisão dos cadastros de produtos e serviços, a correta parametrização tributária e a integração entre áreas como financeiro, faturamento, estoque, compra e contabilidade serão etapas fundamentais para garantir conformidade com as novas exigências.

Para a diretora da Brasís Contabilidade e especialista em assessoria de empresas e associações, Cristiane Almeida, o momento exige planejamento estratégico e atuação conjunta entre diferentes departamentos. Segundo a profissional, o ponto de atenção neste período é com a revisão dos contratos firmados entre clientes e fornecedores. As mudanças na sistemática de tributação podem afetar precificação, formação de custos, fluxos de faturamento e processos de emissão de documentos fiscais, exigindo uma análise prévia para evitar retrabalho e riscos durante a fase de transição.

"A Reforma Tributária vai muito além da mudança na forma de recolher impostos. Ela exige revisão de processos, qualidade dos cadastros, integração entre sistemas e alinhamento entre todas as áreas envolvidas na operação da empresa. Quem iniciar essa preparação agora terá uma transição mais segura e reduzirá significativamente os riscos de inconsistências fiscais e operacionais", afirma.

Segundo Cristiane, esperar que as mudanças passem a produzir efeitos para só então promover as adequações pode aumentar os custos e comprometer a rotina das empresas. "Este é o momento de revisar processos, preparar as equipes e garantir que todas as áreas conversem entre si. A empresa que se antecipa consegue fazer uma transição muito mais organizada, reduz riscos de autuações e ganha segurança para operar dentro do novo modelo tributário", destaca.

A adaptação também passa pelo cumprimento das novas obrigações acessórias. Segundo a Receita Federal, o ano de 2026 foi estruturado como um período de aprendizado e calibração dos sistemas, permitindo que os contribuintes realizem os ajustes necessários antes da consolidação do novo modelo. A orientação é que esse intervalo seja aproveitado para testar processos internos e assegurar que as informações fiscais estejam consistentes e integradas.

Atenta ao cenário de transformações, Cristiane destaca que a adaptação antecipada minimiza custos futuros, facilita o cumprimento das exigências legais e proporciona maior segurança jurídica. “Do ponto de vista macroeconômico e contábil, estamos diante de uma mudança estrutural que exige maturidade na gestão fiscal das empresas. A capacidade de adaptação neste momento será um diferencial importante para a competitividade e para a sustentabilidade dos negócios no novo ambiente tributário”, conclui.



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