Amostra de óleo de Morpho leva 3 semanas até o Rio, diz Petrobras
Material da descoberta na Foz do Amazonas será analisado no Cenpes; estatal aposta na Margem Equatorial para repor reservas a partir de 2034.
A primeira amostra de óleo do poço de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, deve levar cerca de três semanas até chegar ao Cenpes, centro de pesquisas da Petrobras no Rio de Janeiro. Segundo Fabio Passarelli, gerente-geral de Águas Ultraprofundas da estatal, o transporte é feito por caminhão com cuidados extras, já que se trata de um material único e insubstituível caso seja perdido. No Rio, o óleo passará por análises no laboratório PVT (Pressão, Volume e Temperatura), responsável por identificar as características do fluido, como contaminantes e propriedades termodinâmicas.
A descoberta, anunciada em 14 de agosto, reforça as apostas da Petrobras na Margem Equatorial como fonte de reposição de reservas a partir de 2034, quando a produção do pré-sal deve começar a declinar. Ainda assim, Passarelli avalia que o pré-sal — hoje responsável por mais de 80% da produção nacional — deve seguir relevante por mais cerca de 50 anos, graças à conexão de novos poços à infraestrutura já instalada em campos como Búzios, Sépia e Atapu.
A companhia também trabalha para estender esse horizonte por meio de programas de revitalização e novas tecnologias, como o sistema de processamento submarino Hisep, cuja fase de testes em Mero 3 deve começar em 2028, com qualificação e primeiro óleo previstos para 2029.
Fonte: Terra
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