Ecos
Vê-se pouco.
Essa muralha muda,
encobre fronteiras de um pleno viver.
Sente-se pouco,
e a discórdia vibra
em detrimento do afeto e do bem-querer.
Ouve-se nada,
e a compreensão definha
ao custo do julgamento atroz.
A ignorância não reconhece o próprio destino...
E assim, sem assimilar-se,
a humanidade sucumbe
em um mundo hostil,
entre as muralhas que ela própria construiu.
Foto: Floriano Lima













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