Leia a Notícia

  • Home
  • Leia a Notícia
Estatais federais lucram R$ 169,4 bilhões em 2025, aumento de 45% sobre 2024
Por: Ascom/MGI -


Estatais federais lucram R$ 169,4 bilhões em 2025, aumento de 45% sobre 2024

Ministério da Gestão apresenta dados agregados sobre o desempenho das empresas estatais federais em 2025, que tiveram o terceiro ano consecutivo de expansão dos investimentos, reafirmando a função de promover o desenvolvimento sustentável com soberania e inclusão social.

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) publicou, nesta quinta-feira (02/7), o Relatório Agregado das Empresas Estatais Federais 2026 – ano base 2025. O documento aponta que as estatais registraram lucro líquido de R$ 169,4 bilhões em 2025, alta de 45,4% em relação ao ano anterior. Considerando o triênio 2023–2025, o lucro acumulado se aproxima de R$ 484 bilhões. 
Outro destaque foi o avanço dos investimentos, que totalizaram R$ 115,9 bilhões em 2025, consolidando o terceiro ano consecutivo de crescimento. Na comparação com 2022, o investimento do ano passado foi 115% maior, refletindo o compromisso das empresas públicas com o desenvolvimento do país e a melhoria das políticas públicas.
Em 2025, as empresas estatais federais registraram faturamento de R$ 1,4 trilhão, crescimento de 6,3% em relação a 2024, enquanto os ativos totais atingiram R$ 7,2 trilhões e o patrimônio líquido superou, pela primeira vez, a marca de R$ 1 trilhão.
Elaborado pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), o Relatório é uma ferramenta de transparência e controle social e evidencia a contribuição dessas empresas para a economia do país e para a prestação de serviços à população.
Contribuição à economia do Brasil
As estatais federais formam um conjunto de 44 empresas públicas ou sociedades de economia mista controladas pelo Governo do Brasil. Cerca de 5% do PIB brasileiro e 6% dos tributos arrecadados no país têm origem nessas empresas.
Elas atuam em setores estratégicos, como a Petrobras no setor de energia, a Amazul na defesa, a Conab na segurança alimentar, os bancos públicos no crédito produtivo, o HU Brasil (Ebserh) na saúde e na educação e a Embrapa na pesquisa científica. Estão também no transporte público, na integração do território e na tecnologia por trás da Carteira de Identidade Nacional, do gov.br e do CadÚnico.
“Soberania, autonomia tecnológica, segurança cibernética, segurança energética e transição para uma economia de baixo carbono exigem que os países mobilizem diferentes instrumentos e políticas.”, afirma a ministra Esther Dweck na apresentação do documento. “As estatais têm papel decisivo no longo prazo”, conclui.
O relatório também traz os dados das estatais pelo critério orçamentário, utilizado na metodologia do Banco Central.  Entre as 20 estatais consideradas nessa metodologia, 17 registraram lucro e apenas uma registrou prejuízo (duas ainda não divulgaram dados finais de 2025). “Destas 17, nove tiveram déficit primário e oito, superávit. Ou seja, déficit não é prejuízo”, aponta o documento. 
Alinhamento
O resultado positivo no exercício permitiu o pagamento de R$ 84,2 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio ao conjunto dos acionistas, sendo R$ 45,8 bilhões destinados à União. A queda de 44,6% em comparação a 2024, ano de pagamentos excepcionalmente elevados, reflete maior retenção de lucros para investimentos e expansão das empresas.
A secretária de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, Elisa Leonel, ressaltou que as estatais conciliam resultados financeiros a entregas alinhadas a políticas públicas. Segundo Elisa Leonel, mesmo considerando os aportes do orçamento federal, elas operam como geradoras líquidas de receita para a União, devolvendo mais do que recebem e contribuindo para as contas públicas.
“Os dados de 2025 mostram avanços consistentes na capacidade de investimento, na governança e na entrega de valor à sociedade brasileira. Nos últimos três anos, o lucro acumulado das estatais se aproxima de meio trilhão de reais, reforçando sua contribuição para o crescimento econômico e o equilíbrio fiscal do país”, pontuou. 
Veja alguns dos destaques setoriais do Relatório Agregado das Empresas Estatais Federais 2026 – ano base 2025
  • Abastecimento e segurança alimentar – A Conab executou o maior Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da história, com mais de 2.850 projetos contratados e 88 mil toneladas adquiridas. A Embrapa lançou 51 novas tecnologias para o campo, sendo 14 delas disponibilizadas gratuitamente a produtores. Ceagesp e CeasaMinas ampliaram doações sociais e beneficiaram mais de 400 mil pessoas em situação de vulnerabilidade. 
  • Comunicações e tecnologia – Serpro e Dataprev registraram lucro somado de R$ 1,65 bilhão e expandiram a oferta de serviços públicos digitais integrados. A Telebras, revertendo o prejuízo de 2024, voltou a lucrar e iniciou processo para deixar a condição de estatal dependente do Tesouro. Os Correios, presentes em todo o território, garantiram ao governo a distribuição de milhões de livros escolares e das provas do Enem. 
  • Defesa – A Imbel atingiu o maior faturamento de sua história (R$ 249,2 milhões) e inaugurou a maior planta de munições de grosso calibre da América Latina. A Emgepron avançou com o Programa Fragatas Tamandaré e executou R$ 2,6 bilhões em investimentos, crescimento de 67%. 
  • Crédito e financiamento – O BNB registrou o melhor resultado de sua história (R$ 3,08 bilhões) e se consolidou como principal financiador de longo prazo em sua região. A Finep liberou R$ 15,3 bilhões para projetos de ciência e tecnologia, crescimento anual de 44%. A Caixa e o BB seguiram líderes no crédito imobiliário e rural e o BNDES injetou, em média, mais de R$ 1 bilhão por dia na produtividade do país.
  • Infraestrutura e transporte – A Autoridade Portuária de Santos movimentou volume recorde de 186,4 milhões de toneladas no Porto de Santos. A Infraero reverteu o resultado negativo de 2024 e voltou a registrar lucro, em linha com a recuperação do setor. E a Companhia de Docas do Pará entregou um Porto de Outeiro renovado e ampliado para a COP30. 
  • Minas e energia – A Petrobras atingiu sua maior produção total operada, com 4,32 milhões de barris de óleo equivalente por dia, aumento de 11%. A PPSA arrecadou R$ 30,9 bilhões em 2025, superando a soma de toda sua arrecadação histórica anterior. 
  • Gestão de ativos e apoio às exportações – A Emgea alcançou o maior resultado líquido de sua história (R$ 900,1 milhões). A ABGF ampliou o acesso de micro, pequenas e médias empresas lideradas por mulheres ao Seguro de Crédito à Exportação. 
  • Saúde – As estatais de saúde, que operam uma rede de 51 hospitais integrados ao SUS, seguiram expandindo a capacidade de atendimento, realizando 9,8 milhões de atendimentos e 700 mil procedimentos. A Hemobrás entregou volumes recordes de medicamentos destinados ao SUS, com 658 mil frascos de hemoderivados e 1,03 bilhão de UI do Hemo-8r.  
O relatório completo pode ser acessado no link: Relatório Agregado das Empresas Estatais Federais.  


🔥 As notícias do dia chegam até você!
Entre no canal oficial no WhatsApp: 📲 Link de Acesso

📰 Assine Grátis o Jornal O GUARANI
Inscreva-se na nossa Newsletter e tenha o Jornal O GUARANI direto no seu WhatsApp ou e-mail.



Parceiros Quem apoia o Jornal O GUARANI
Ideal
Nei
Paladar
Casa de Carnes Lobrito
Comercial Lobrito
Governo do Amapá
Rêsto da FAB
Ideal
Paladar
Paladar
Casa de Carnes Lobrito
Comercial Lobrito
Governo do Amapá
Rêsto da FAB

Watch Live

Live Tv
Author

Polical Topic

by Robert Smith
Ouvir notícia
Pronto para ouvir Reproduzindo... Pausado