Leia a Notícia

  • Home
  • Leia a Notícia
Divulgação
Reforma Tributária: Construtoras perdem fonte de Liquidez para financiar obras


Reforma Tributária: Construtoras perdem fonte de Liquidez para financiar obras

Com a retenção automática de IBS e CBS, o dinheiro dos tributos deixará de passar pelo caixa das empresas, reduzindo a liquidez das obras e acelerando a migração para o crédito privado.

A construção civil vai perder em 2027 uma importante fonte de caixa que hoje ajuda a sustentar as obras no dia a dia, justamente em um momento em que o crédito tradicional para o setor perde força. O financiamento à produção para construtoras e incorporadoras pelo SBPE caiu de R$ 46,2 bilhões em 2024 para R$ 30,8 bilhões em 2025, enquanto o crédito privado passou a ocupar mais espaço na estrutura de funding das empresas. Segundo dados citados pela Anbima, o mercado de crédito privado movimentou R$ 192,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 22,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nesse contexto de crédito mais restrito, a reforma tributária adiciona uma pressão relevante sobre o fluxo de caixa. Com o novo modelo de IBS e CBS entra em vigor o split payment, mecanismo pelo qual bancos e plataformas de pagamento separarão automaticamente a parcela dos tributos no momento em que o cliente efetuar o pagamento. A construtora receberá apenas o valor líquido da operação. Na prática, o imposto deixará de transitar temporariamente pelo caixa da empresa, eliminando uma fonte de liquidez que hoje ajuda a financiar fornecedores, folha de pagamento, compra de materiais e etapas da obra. Com menos crédito bancário disponível e o fim desse fôlego financeiro, antecipar a estratégia de funding, recorrendo cada vez mais ao mercado de crédito privado, deixa de ser uma alternativa para se tornar uma necessidade. 

     O efeito é especialmente duro para a construção porque o setor vive de prazo. A empresa compra terreno, contrata mão de obra, paga aço, concreto, projetos, equipamentos e fornecedores muito antes de receber integralmente do comprador. A venda do imóvel costuma ser parcelada, a obra avança por etapas e o caixa raramente entra no mesmo ritmo em que sai. Por isso, a mudança tributária não é apenas contábil. Ela mexe no pulmão financeiro da obra. “A construtora sempre conviveu com um descasamento entre o que gasta e o que recebe, e o dinheiro dos tributos ajudava a preencher parte desse intervalo sem que a empresa percebesse. Quando esse valor deixar de passar pelo caixa, o setor vai enxergar uma necessidade de capital de giro que já existia, mas estava escondida”, afirma Priscila de Freitas, Diretora de Crédito da Multiplike. A antecipação de recebíveis, uma das saídas mais usadas pelo setor para gerar liquidez, também não resolve sozinha esse novo problema. O Decreto nº 12.955 deixa claro que antecipar uma parcela não muda o momento de separação do imposto. 

       A empresa pode adiantar o dinheiro da venda, mas o tributo continuará preso ao calendário do pagamento original do cliente. Ou seja, a antecipação melhora o caixa, mas não recria a folga tributária que vai desaparecer. “Antecipar recebível continua sendo uma ferramenta importante para gerar liquidez, mas deixou de ser resposta suficiente para o efeito do split payment, porque o imposto segue preso ao calendário do cliente. A construtora precisa planejar o funding antes da obra avançar, e não tentar corrigir esse descasamento quando o caixa já estiver pressionado”, explica Priscila. A reforma não cria sozinha a pressão sobre o caixa, mas antecipa uma mudança de comportamento em um setor que já busca alternativas ao financiamento tradicional. Com ciclos longos, vendas parceladas e desembolsos concentrados antes do recebimento integral, as construtoras terão de medir quanto dos tributos ainda passa hoje pelo caixa, projetar a operação sem essa folga e estruturar fontes de recursos compatíveis com cada etapa do empreendimento. “A reforma tributária apenas acelera um movimento que o setor já vinha fazendo. Antecipar recebível sozinho não resolve o efeito do imposto, como o próprio decreto deixou claro. O que resolve é planejar o funding da obra com antecedência, com estruturas de crédito que acompanhem o ritmo de cada empreendimento. Quem chegar em 2027 sem essa conta feita vai descobrir a necessidade de capital no pior momento, com a obra em andamento”, conclui Priscila.


Sobre a Multiplike 

 
     A Multiplike atua há mais de duas décadas no mercado de crédito estruturado corporativo e já ultrapassou a marca de R$ 70 bilhões em crédito concedido, com presença relevante em diferentes setores da economia. O grupo é composto por Securitizadora, FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), gestora de recursos e, agora, instituição financeira.

   A governança do conglomerado é reconhecida por órgãos reguladores como CVM, Anbima e Banco Central, e por agências de rating, com destaque para o rating máximo (AAA) atribuído à sua estrutura de securitização, um indicativo de solidez institucional pouco comum entre players independentes do mercado de crédito privado. Com mais de 400 colaboradores, a Multiplike possui uma carteira de mais de 4 mil empresas atendidas.



🔥 As notícias do dia chegam até você!
Entre no canal oficial no WhatsApp: 📲 Link de Acesso

📰 Assine Grátis o Jornal O GUARANI
Inscreva-se na nossa Newsletter e tenha o Jornal O GUARANI direto no seu WhatsApp ou e-mail.



Parceiros Quem apoia o Jornal O GUARANI
Ideal
Nei
Paladar
Casa de Carnes Lobrito
Comercial Lobrito
Governo do Amapá
Rêsto da FAB
Ideal
Paladar
Paladar
Casa de Carnes Lobrito
Comercial Lobrito
Governo do Amapá
Rêsto da FAB

Watch Live

Live Tv
Author

Polical Topic

by Robert Smith
Ouvir notícia
Pronto para ouvir Reproduzindo... Pausado