Após "cutox" de Rico Melquiades, médico explica outros lugares inusitados onde o botox pode ser aplicado
“Além das rugas, a toxina pode controlar suor e secreções e reduzir contrações musculares em diferentes regiões do corpo”, afirma o Dr. Chris Lima
Após revelar que realizou o chamado “cutox”, aplicação de toxina botulínica na região anal, Rico Melquiades chamou atenção para usos da substância que vão além de sua utilização mais conhecida no rosto. O caso mostrou que ela também pode ser aplicada em outras partes do corpo para controlar a transpiração e as secreções ou reduzir determinadas contrações musculares.
Responsável pelo procedimento no influenciador, o médico Chris Lima, CRM-PB 15.387, explica que a aplicação na região íntima pode ter finalidades diferentes, conforme a necessidade do paciente. No caso do suor excessivo, a toxina atua sobre as glândulas responsáveis pela transpiração. Quando há contração acentuada da musculatura, o objetivo é promover um relaxamento temporário. “Antes de pensar no resultado estético, é preciso identificar a queixa e entender se realmente existe indicação”, afirma.
Entre os locais menos associados à toxina botulínica estão a parede da bexiga, as glândulas salivares, as palmas das mãos, as plantas dos pés e músculos da cabeça e do pescoço. Na bexiga, ela pode ser indicada em determinados casos de hiperatividade; nas glândulas salivares, ajuda a controlar a produção excessiva de saliva; nas mãos e nos pés, reduz a transpiração intensa; e, na região da cabeça e do pescoço, integra protocolos para enxaqueca crônica e contrações involuntárias. “É a mesma substância, mas o procedimento não é igual. A dose, a profundidade e os pontos de aplicação mudam conforme a região e a finalidade do tratamento”, explica.
Chris afirma que a repercussão do “cutox” ajuda a mostrar a variedade de aplicações da toxina botulínica, mas ressalta que a curiosidade não deve substituir a avaliação médica. “Uma região parecer inusitada não significa que a aplicação possa ser feita sem necessidade. Cada uso exige diagnóstico, conhecimento anatômico e análise dos riscos. O mais importante é saber por que a toxina está sendo indicada e qual resultado ela realmente pode oferecer”, conclui.
Créditos: @dr.chrisbacelarlima | CO ASSESSORIA
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