Tratamento da retinopatia diabética passa a ser realizado no Amapá com tecnologia a laser
Equipamento do Ministério da Saúde, encaminhado à Secretaria de Estado da Saúde, amplia a assistência oftalmológica no Hcal e reduz a necessidade de deslocamento de pacientes para tratamento fora do estado.
Para quem convive com o diabetes, cuidar da visão também é uma forma de preservar a autonomia e a qualidade de vida. No Amapá, pacientes com retinopatia diabética passam a contar com uma nova possibilidade de tratamento no próprio estado. O setor de Oftalmologia do Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (Hcal) recebeu um equipamento a laser do Ministério da Saúde, encaminhado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que permitirá a realização do procedimento em pacientes com indicação clínica.
A tecnologia permite realizar a fotocoagulação a laser da retina, um procedimento ambulatorial, rápido e não invasivo, indicado para determinados estágios da retinopatia diabética. A doença pode provocar alterações nos vasos sanguíneos da retina e, quando não tratada adequadamente, evoluir para complicações graves, como hemorragias e descolamento de retina, com risco de perda importante da visão.
Jorleo Ferreira Ardasse, secretário adjunto da Gestão Hospitalar da Sesa
Para o secretário adjunto da Gestão Hospitalar da Sesa, Jorleo Ferreira Ardasse, a incorporação do equipamento amplia a capacidade de atendimento especializado no estado e aproxima o tratamento da realidade dos pacientes.
"Esse investimento representa um avanço importante para a assistência oftalmológica no Amapá. Ter essa tecnologia disponível na rede pública significa ampliar o acesso ao tratamento e reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes que antes precisavam buscar esse atendimento fora do estado", destaca.
Assistência perto da família
Segundo a oftalmologista do Hcal, Renata Cabral, o equipamento representa uma mudança importante na assistência oferecida aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Antes da chegada da tecnologia ao hospital, quem tinha indicação para o tratamento precisava ser encaminhado para atendimento fora do estado, com acesso ao serviço pelo Tratamento Fora do Domicílio (TFD).
"A retinopatia pode evoluir para o descolamento de retina, que é uma perda grave da visão. O tratamento com laser ajuda a evitar essa evolução. No entanto, nem todos os pacientes podem fazer o procedimento; é necessário avaliar cada caso e identificar a fase da doença", explica a médica.
A expectativa é que o primeiro paciente seja encaminhado para o procedimento já nesta semana.
Tratamento inédito no Amapá
A médica explica que o laser não é indicado de forma indiscriminada e que cada paciente precisa passar por avaliação oftalmológica. Dependendo da condição da retina, podem ser necessárias mais de uma sessão.
Equipamento de ponta amplia a assistência oftalmológica nos atendimentos do Hcal
Além de ampliar o acesso dos usuários do SUS a um tratamento especializado, a oferta do serviço no próprio estado contribui para reduzir a necessidade de encaminhamentos pelo TFD e os custos relacionados ao deslocamento de pacientes para outros centros.
Mais do que uma nova tecnologia incorporada à rotina hospitalar, o equipamento representa a possibilidade de tratar mais perto de casa e agir antes que uma doença silenciosa comprometa de forma grave a visão.
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